Os nossos alunos do 5º ano, turmas B e C, vão desenvolver um projecto e-twinning com duas escolas europeias, Finlândia e Polónia respectivamente, no âmbito da Área de Projecto.
O que é o e-twinning? Uma plataforma que permite o desenvolvimento de projectos em parceria com escolas da UE oferecendo uma óptima oportunidade para alunos e professores contactarem com outras culturas, trocarem experiências e partilharem saberes de uma forma estruturada e aliciante. Pode ser uma boa resposta para a Área de Projecto ou para qualquer disciplina que deseje "sair" da sala de aula e lançar um olhar ao que se faz em outros estabelecimentos de ensino por essa Europa fora.
Tenho a convicção de que estes serão apenas os primeiros de muitos outros projectos e espero que contribuam para enriquecer a nossa escola e enfatizar a sua vertente multicultural e plurilingue.
Não percam tempo, há centenas de parceiros e-twinning à vossa espera.
Boa sorte!
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
e-twinning na EPM! Finalmente encontrámos parceiros!
Publicado por L�cia Thomaz às 14:27 4 comentários
sábado, 22 de setembro de 2007
Moçambique e o 25 de Setembro de 1964, dia do início da Luta Armada de Libertação
Este facto punha fim a um Regime que, ao longo de década e meia, mostrara sinais progressistas cujas repercussões se fizeram sentir, mesmo que timidamente, nas colónias. Em seu lugar, Portugal adoptou, em 1933, o Estado Novo, antecedido da Ditadura Militar, que vigorara após o golpe.
Sob a direcção de Salazar, o Governo passou a decretar a maioria das leis, sendo assim o órgão de soberania com mais poderes.
Segundo os defensores do Regime, o Estado Novo deveria ser forte e autoritário para se defender dos que fossem contra a sua política, os “inimigos da Nação”.
Perante a “dureza” do regime que se manifestava, entre outros aspectos, na ditadura, censura prévia e corporativismo, emergiram, em diferentes pontos de Portugal (Marinha Grande, Lisboa, Setúbal, Silves e Olhão) contestações ao Regime. O Movimento de Unidade Democrática (MUD), formado em 1945, para unir as diferentes organizações políticas que se opunham ao Regime, integrou-se neste senda contestária.
A estes clamores de liberdade, o Regime respondia com repressão, com assassinatos, com recusa ao diálogo. O assassinato do general Humberto Delgado constitui um dos exemplos desta arrogância do Regime.
Foi face a esta mesma recusa de diálogo que Moçambique viu como última alternativa o recurso à Luta Armada.
A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), fundada em 25 de Junho de 1962, sob a presidência de Eduardo Mondlane, adoptou como estratégia para a luta a unidade das forças nacionalistas.
Durante dois anos, verificou-se uma intensa preparação político-militar das forças da FRELIMO no exterior e a Luta Armada teve o seu início simbólico em 25 de Setembro de 1964, com o ataque ao posto administrativo de Chai, na província de Cabo Delgado, acompanhado de uma proclamação solene do desencadeamento da guerra.
Alberto Joaquim Chipande, que dirigiu o início da luta, apresenta o plano de ataque da seguinte forma:
“Os guerrilheiros vão todos descalços para evitar o barulho que as botas normalmente fazem. Um guerrilheiro, vestido à civil e com uma ligadura no pé (para disfarçar, parecendo que estava doente), dirige-se à vila de Chai para fazer o reconhecimento das posições da segurança do posto e da casa do chefe do posto.
O plano de ataque ficou definido – uma metralhadora iria neutralizar os guardas da secretaria; o ataque seria contra a casa onde estavam o chefe do posto e os oficiais; foi definida a posição de cada guerrilheiro. Começaram por ficar (todos camuflados) debaixo de mangueiras.
16.00horas – os combatentes saem para terreno aberto.
18.00horas – tomam posições, visando o posto administrativo.
19.00horas – avançam até um local onde a casa do chefe do posto já ficava ao alcance das armas. Um guarda português sai de casa e senta-se numa cadeira à frente da casa.
21.00horas - Chipande dispara o tiro como sinal para os restantes atacarem. Atinge o soldado que está sentado.
O chefe de posto ouve os tiros, sai de casa, é morto. Os soldados portugueses guerrilheiros retiram-se.
Em simultâneo com esta acção em Chai, outros guerrilheiros realizaram outras junto ao lago Niassa. Dava-se, assim, início ao desencadeamento da Luta Armada. Estas acções foram acompanhadas por uma proclamação escrita que foi difundida por vários órgãos de informação da FRELIMO”
Os anos que se seguiram foram marcados por uma guerra geradora de consequências desastrosas, quer para famílias moçambicanas, quer para famílias portuguesas. Assim, vítimas do mesmo sistema, os dois povos batiam-se com denodo e lado a lado em busca da liberdade.
A Revolução de 25 de Abril de 1974 e a consequente queda do Regime contribuíram, em grande medida, para o advento dos entendimentos de 7 de Setembro de 1974, em Lusaka, Zâmbia. Com este feito abria-se uma nova página nas relações entre os dois Povos.
Bem hajam os Homens de 5 de Outubro de 1910!
Bem hajam os Homens de 25 de Setembro de 1964!
Bem hajam os Homens de 25 de Abril de 1974!
Bem hajam os Homens amantes da Paz, Liberdade e Progresso!
O Grupo de História
Publicado por Nuno Domingues às 20:16 4 comentários
terça-feira, 18 de setembro de 2007
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Nova imagem do blog
Caso não tenham notado, o blog está com uma nova imagem. Tentei com que ficasse mais parecido com o design que temos na página web da escola.
Se tiverem alguma crítica ou sugestão, por favor enviem por email ou escrevam nos comentários a este post.
Publicado por Manuel J. R. às 19:30 0 comentários
Acção de Formação - Directores de Turma
Em jeito de balanço final, o melhor descrição que se pode fazer é que, a relevência e pertinência do tema, a qualidade do formador, e o clima inter-relacional criado, fez com todos os presentes se tivessem esquecido, dos dois dias solarengos convidativos para outras paragens!
Publicado por Ernesto Sincero às 10:49 3 comentários
Uma manhã especial - visita à N.R.P.”ÁLVARES CABRAL”
Além da nossa turma, também estavam presentes a Dra. Albina dos Santos Silva, a coordenadora de ciclo Dra. Mércia Calú , o professor Jeremias Correia e o professor Jorge Moura que acompanhava a nossa turma (9A).Saímos da escola em direcção ao porto de Maputo onde se encontrava o navio.
O comandante recebeu-nos com muita simpatia. Este, com a ajuda de três dos seus marinheiros explicou-nos cada função de cada departamento, apresentando-nos a enfermaria, o refeitório , o centro de comunicações, o centro de navegação( o olho do navio) ,as armas de combate , o helicóptero, os barcos de salvação, o bar e a sala de estar.
A visita de estudo começou quando os marinheiros se apresentaram e explicaram-nos algumas das regras de segurança a ter a bordo do navio, (como subir e descer as escadas).De seguida, vimos o helicóptero que usam para patrulha, combate ao tráfico de droga e salvamento, o qual também transporta torpedos extremamente letais. Quem nos explicou tudo sobre o helicóptero foi o técnico de manutenção . Enquanto este explicava a alguns alunos sobre o helicóptero ,outros alunos esclareciam duvidas sobre como agir em caso de guerra (onde felizmente nunca participaram). Este helicóptero já tem 14 anos e nunca teve acidentes.
A seguir continuámos a nossa expedição pela parte de fora do navio, onde ficámos a conhecer cada função das armas que lá se encontravam.
Após um caminho muito demonstrativo, entrámos no centro de navegação onde nos explicaram como funciona o comando do navio automático,pois existe também um manual, no caso do automático não funcionar, ou ter caído nas mãos do inimigo.
Quando saímos do centro de comando, fomos em direcção à sala de estar onde os marinheiros têm os seus momentos de lazer (ver televisão , jogar playstation, navegar na Internet e ver alguns filmes).
Depois fomos até ao centro de operações do navio (o cérebro), onde se desenvolvem todas as estratégias de combate.
A seguir passámos pelo centro de comunicações onde nos foi explicado como se processam as comunicações para dentro e para fora do navio.
Quando saímos do centro de comunicações, visitámos a enfermaria onde se fazem pequenas cirurgias caso seja necessário.
Ao sairmos, fomos até ao refeitório onde os marinheiros tem as suas refeições que são à base de mariscos e carne. De seguida, fomos visitar o “bar” onde os marinheiros aproveitam a “mini-disco“ para se divertirem.
E infelizmente, como o tempo é curto, regressámos à escola.
Mesmo assim, ainda tivemos tempo para agradecer à tripulação toda a paciência que tiveram connosco, ao mostrarem-nos um pouco do seu dia-a-dia.
Para recordarmos para sempre este dia, tirámos uma foto de família!
Texto escrito por: Cristiana Dias, Mahomed Zameer e Vânia Ferreira.
Fotos tiradas por: Cristiana Dias.
Publicado por Ernesto Sincero às 09:40 0 comentários
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Festival do Filme Documentário
Maputo acolhe a segunda edição do festival de cinema documentário.
A capital moçambicana, acolherá de 14 a 23 de Setembro a segunda edição do festival internacional do cinema documentário, «Dockanema», que contará com a participação de vários realizadores portugueses.
Publicado por Alexandre Areias às 12:06 0 comentários
terça-feira, 11 de setembro de 2007
JORNADA DE ENCONTROS ENTRE O CONSELHO DIRECTIVO- ALUNOS NA ABERTURA DO NOVO ANO LECTIVO
A abrir, a Direcção saudou todos os alunos desejando-lhe um auspicioso ano escolar. Especial saudação foi feita aos novos alunos, que depois de individualmente apresentados, foram, indistintamente, ovacionados pelos seus colegas, num claro sinal do espírito aberto, inclusivo e cosmopolita, que é imagem de marca da nossa família educativa. No seu seguimento, a Presidente congratulou-se pelo contínuo aumento do corpo discente, que interpretou como um claro sinal de eficácia e vitalidade da nossa escola.
A seguir, num discurso coloquial e familiar, foram feitas algumas recomendações aos alunos, sendo de sublinhar, entre outras, a necessidade de estes definirem bem, desde início, as suas expectativas para o ano lectivo, actuando em consonância, através da definição de uma metodologia de trabalho capaz de levar à superação dos seus desafios e dificuldades pessoais. Assim, fez-se apelo a uma cultura de trabalho e esforço individuais como condição necessária ao sucesso colectivo. Numa clara alusão ao seu sentido de responsabilidade, foi também feito um sublinhado relativamente à assiduidade e pontualidade dos alunos, bem como à obrigatoriedade de estes serem ciosos portadores dos elementos que os vinculam à instituição: fardamento, caderneta do aluno e cartão electrónico – elementos que os identificam no interior e exterior da escola e que reforçam o seu sentido de pertença à EPM-CELP.
Num sentido ainda pedagógico, foi também feita referência à lealdade e respeito que todos os alunos devem aos seus colegas, tal como se alertou para os perigos que os jovens de hoje em dia correm num mundo contemporâneo marcado pela Internet e pelos apelos constantes a uma vida fútil e hedonista.
A finalizar a Direcção, pela voz da sua máxima representante, Dr.ª Albina dos Santos Silva, referiu o orgulho que ostenta pelos alunos idos e actuais da escola, os quais continuamente dão mostras de sucesso, dignificando a instituição que, numa fase embrionária da sua pessoa, os acolheu e educou. Neste contexto, foram mencionados os alunos que no ano transacto se destacaram pelo mérito académico e desportivo, a saber: Mário N’zualo, que ganhou o prémio de mérito de melhor aluno do ano; Margarida Melo de Brito, agraciada com o prémio Baltasar Rebelo de Sousa, e Lério Cunha, atleta que na modalidade Tang Soo Do se deslocou no passado mês de Agosto a Munique, tendo participado numa competição internacional que se saldou com a obtenção de várias medalhas, honrando, desta forma, o patrocínio que a escola lhe deu em mais uma deslocação ao estrangeiro. Aproveitando o ensejo, a presidente do Conselho Directivo exortou todos os alunos a assumirem como seu o lema que guia os praticantes desta arte marcial, expresso na divisa – «Desejo, Dedicação e Disciplina».
Posteriormente tomaram a palavra os alunos que apresentaram algumas dúvidas e questões de pormenor relacionadas com o funcionamento da escola e que, nalguns casos, configuram alguns desajustamentos que são normais num ano lectivo que só agora começou. A todos a direcção prestou os esclarecimentos necessários, ficando patente a ideia de que a escola está pronta para mais um ano lectivo pleno de êxito.
Publicado por Rodrigo Borges às 15:38 0 comentários
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
7 de Setembro
Por estes acordos, Portugal reconhecia internacionalmente o direito à independência do povo moçambicano. Paralelamente, aí se negociaram os termos de uma transferência de poderes que, logo ali se aprazou, deveria ficar concluída até ao dia 25 de Junho de 1975 – data da efectiva independência da República Popular de Moçambique.
Deste modo, os acordos de Lusaka são, pelo lado português, um passo decisivo no seu processo de descolonização, o qual, não obstante o seu carácter tardio e precipitado, se afirmava, então, como uma prioridade face aos comprometimentos que o novo regime democrático assumiu no rescaldo da revolução de 25 de Abril de 1974.
Pelo lado moçambicano, Lusaka, representa o culminar de uma luta armada pela libertação do país, encetada pela FRELIMO e seu líder Eduardo Mondlane. Esta luta iniciara-se dez anos antes, em 24 de Setembro de 1964, com o ataque ao posto administrativo de Chai, na actual província de Cabo Delgado. Posteriormente, a partir da Tanzânia, e com o apoio da comunidade internacional, desenvolveu-se com uma série de operações militares de difusão territorial que colocou em grandes dificuldades as autoridades militares portuguesas estacionadas em Moçambique.
Para a História, e mau grado os conturbados tempos que se seguiram nos dois países envolvidos, 7 de Setembro de 1974 significa o concretizar da aspiração legítima de um povo em se transformar numa verdadeira Nação, soberana e independente. Só por isso, merece ser lembrada, representando um marco na história recente de Moçambique e Portugal.
Publicado por Rodrigo Borges às 11:17 0 comentários