sexta-feira, 23 de março de 2007

14 de Março, 22 de Julho, 10 de Novembro ou 21 de Dezembro?

No passado dia 14 de Março, data do 128º aniversário do nascimento de Albert Einstein, celebrou-se o Dia do PI , cujo epicentro das comemorações, foram mais uma vez, no Exploratorium de San Francisco, na Califórnia.
Por cá, em terras banhadas pelo Índico, os professores de Matemática e os seus alunos também comemoraram entusiasticamente esta efeméride, não fosse o PI um dos números mais fascinantes que se conhece.

Em virtude do enorme dinamismo vivido diariamente na EPM-CELP, este ano, as comemorações confinaram-se apenas aos alunos dos 4º, 6º, 7º e 10º anos de escolaridade, com a realização de uma exposição com desenhos e poemas (mnemónicas) cuja métrica respeita os dígitos do PI feitos pelos alunos, o já tradicional cordão humano, uma palestra para alunos do 6º e 7º anos, sessões de fotografia com as turmas do 1º ciclo, e a actividade com os alunos do 4º ano – “Descobre o PI ”, onde foram convidados a medir vários objectos cilíndricos e a tentar descobrir a relação entre o perímetro e o diâmetro da base.




Finalmente, e num dia em que as tartes “ Pie" assim como as PIzzas, fazem parte da ementa oficial, pudemo-nos deliciar com os fantásticos PI-bolos feitos pelos nossos alunos do 6ºA (manhã) e pelos alunos do 10ºB (tarde), que causaram uma autêntica avalanche de alunos de outras turmas no Pátio das Buganvíleas.



Para o ano seguramente temos mais! Quem disse que a Matemática é aborrecida?


No dia 03 de Maio, quinta-feira farão precisamente 3,14 anos, que foi contratado pela EPM-CELP, o seu funcionário mais transcendente, que alguma vez passou por cá. Assim e no sentido de outros poderem usufruir da mesma oportunidade, este será o seu último dia de trabalho na “Casa Amarela”.
No dia 05 de Maio após um périplo pela cidade de Maputo, em que o PI visitará os locais mais emblemáticos da cidade, realizar-se-á na ilha da Xefina um PI - quenique, com a presença de tão ilustre figura e amigos, onde depois ficará a viver, para toda a eternidade.
Bendito sejas tu, magnífico número PI !

segunda-feira, 19 de março de 2007



Dia Mundial da Água
22.03.07

O principal desafio deste século é transformar uma ideia que parece abstracta – desenvolvimento sustentável – numa realidade para todos.
Kofi Annan, Secretário Geral das Nações Unidas



O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de Março de 1992, sendo este dia, de cada ano, destinado a discussão sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural.
Apesar de dois terços do planeta Terra ser formado por água, apenas cerca de 0, 008% do total da água do nosso planeta é potável (própria para consumo). Como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) estão a ser contaminadas, poluídas e degradadas pela acção predatória do homem. Esta situação é deveras preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para consumo de grande parte da população mundial.

Vamos criar momentos de reflexão, análise, consciencialização, e elaboração de medidas práticas para ajudar a resolver este problema!

(Este artigo foi elaborado pela área disciplinar de Ciências Naturais).

Dia Mundial das Florestas
21.03.07

Prover cada ser humano com a educação e os recursos que assegurem uma vida sustentável…

Princípio 9b da Carta da Terra

Durante os últimos quinze anos, o mundo perdeu em torno de 20 mil hectares de florestas diariamente. Isso representa o desaparecimento de 3% de toda a área florestal de 1990 a 2000 e em pouco menos nos cinco anos seguintes, apontou o relatório Situação das Florestas do Mundo, publicado a 13.03.07 pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
A desertificação é um dos processos mundiais mais alarmantes de degradação ambiental, que afecta mais de um terço da superfície terrestre e 1 bilhão de pessoas, tendo consequências devastadoras para os meios de subsistência alimentar.

VAMOS TODOS PROTEGER AS NOSSAS FLORESTAS!

(Este artigo foi elaborado pela área disciplinar de Ciências Naturais).

segunda-feira, 12 de março de 2007

REDEmat

No passado dia 07 de Março, a EPM-CELP vestiu uma vez mais o seu traje de gala, para albergar uma vez mais uma das maiores competições matemáticas on-line - a REDEmat, que este ano, apenas contou com a presença de cerca 4000 alunos, distribuídos por todos os anos de escolaridade desde o 3º até ao 12º ano.





Nesta competição, organizada pelo Projecto Matemática e Ensino da Universidade de Aveiro (Pmate), particiaparm 230 alunos da EPM-CELP, desde o 7º até ao 10º ano de escolaridade.
Como qualquer actividade organizada pela Área Disciplinar de Matemática, esta foi, logicamente um sucesso, para a qual foi preponderante o contributo do Conselho Directivo, do CRE, dos colegas que viram as suas aulas afectadas e obviamente do entuasiasmo demonstrado pelos alunos.

Quanto aos resultados, houve de tudo: no 7º ano de escolaridade a melhor equipa da EPM classificou-se em 20º lugar a nível nacional, no 8º ano três equipas ficaram classificadas no grupo das 15 melhores a nível nacional (7º, 10º e 11º lugares respectivamente), no 9º ano as coisas não correram tão bem quanto se esperava, mas seguramente quer os docentes quer os alunos, tudo farão para limpar esta imagem pálida no dia 14 de Abril de 2007, uma vez que a melhor equipa classificou-se na 43ª posição a nível nacional.
Mas no 10º ano, a EPM arrasou a concorrência ao fazer a dobradinha, uma vez que conquistou os dois primeiros lugares a nível nacional!




Os restantes resultados poderão ser consultados brevemente no Moodle.
A todos os alunos o nosso muito obrigado, por demonstrarem que a Matemática na EPM, respira saúde e é divertida!
Treinem arduamente para poderem representar a EPM na final em Aveiro e mais importante, desmistificarem o temor da Matemática!











sábado, 10 de março de 2007

A importância da Matemática no Quotidiano

Aproveitando ainda a estadia do Professor Jaime Carvalho e Silva em Moçambique, para assistir à I Bienal do Português e da Matemática a decorrer nos dias 1, 2 e 3 de Março em Maputo, a EPM, pôde contar uma vez mais com os reconhecidos dotes de comunicador deste ilustre convidado, ao ter orientado uma conferência para os alunos dos 10º e 12º anos de escolaridade, os quais por vezes olham para a Matemática de soslaio, ou mais grave ainda, com uma enorme desconfiança, para não empregar outra adjectivação de conotação mais negativista.

A conferência, cujo tema - A Importância da Matemática no Quotidiano, foi um sucesso retum- bante na qual os alunos deram provas inequívocas da sua maturidade e souberam estar à altura do evento.

No final todos os presentes deram o tempo por bem empregue e os alunos saíram com a sensação de que " uma mente sem Matemática é pior que um jardim sem flores".

Calculadoras gráficas e sensores

Nos passados dias 22 e 23 de Fevereiro esteve na Escola Portuguesa de Moçambique, o Professor Doutor Jaime Carvalho e Silva do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, e uma das maiores referências no panorama actual do ensino e investigação da Matemática, a orientar uma ação de formação para os docentes de Matemática, Ciências da Natureza e Físico-Química.

Pese embora a escassez de tempo, a formação foi extremamente profícua e interessante, onde foi possível alguns docentes aprofundarem os seus conhecimentos relativamente ao tema, bem como outros perderem o medo face a este tipo de tecnologia, existente há relativamente algum tempo na escola, mais ainda pouco utilizado.




Depois de uma primeira parte dedicada exclusivamente às calculadoras gráficas onde foi demonstrado as suas inúmeras potencialidades, enfatizando a sua utilização no estudo das funções, a segunda parte foi dedicada à utilização dos sensores, com a realização de diversas actividades as quais podem, isto é devem ser reproduzidas na sala de aula com os alunos.



As actividades realizadas, relacionaram-se com a utilização do CBR - Calculated Based Ranger e do CBL - Calculated Based Laboratory, e foram as seguintes:


  1. Imitar o gráfico

  2. A bola saltitante

  3. Medição de luz

  4. Medição de temperatura

Durante a realização das actividades todos os intervenientes mostraram vontade em participar, o que incutiu um elevado dinamismo à sessão.






Apesar do pouco tempo creio que foi muito bem empregue, esperando agora que a semente deixada pelo Professor Jaime germine. Para que este crescimento seja mais facilitado, foi criada no Moodle da EPM, uma disciplina sobre calculadoras gráficas e sensores, onde será colocado diverso material. Assim os docentes da EPM o aproveitem!










quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

“A Plataforma Moodle na construção de uma comunidade Online“


A este projecto da escola encontram-se associadas uma série de actividades que utilizam a rede como fonte de comunicação e aprendizagem, uma vez que proporcionam outras formas de trabalho e de abordagem dos conteúdos, mais dinâmicas e centradas no aluno, e que permitem uma interacção/comunicação entre toda a comunidade educativa (alunos, professores e Encarregados de Educação), contribuindo para a construção de uma comunidade de aprendizagem colaborativa e distribuída, dando forma a uma efectiva Sociedade do Conhecimento.
A plataforma Moodle constitui-se como o suporte tecnológico que, por um lado, permitirá a criação de sítios destinados às áreas disciplinares e não disciplinares, clubes, tutorias, organização da escola, entre outros, onde os professores responsáveis irão disponibilizar um conjunto de actividades e conteúdos com recurso a várias fontes tecnológicas (texto, hipertexto e multimédia); e que, por outro lado, disponibilizará uma série de funcionalidades de comunicação síncrona (chats) e assíncrona (fóruns e mailing lists) entre alunos, professores e Encarregados de Educação, com vista a um processo de partilha e discussão de interesses e de ideias expostas por todos os membros da comunidade.

A. Relativamente aos objectivos que se procuram atingir com o desenvolvimento do Projecto Moodle, distinguem-se dois tipos de finalidades gerais, umas mais relacionadas com a mudança do paradigma da educação, promovendo as mudanças da praxis no sentido de uma aprendizagem mais centrada no processo de construção do conhecimento; e outra mais direccionada com as competências tecnológicas que alunos e professores devem desenvolver, numa perspectiva de inserção da comunidade na Sociedade da Informação e do Conhecimento. Dinamização das diferentes Actividades do projecto “A Plataforma Moodle na construção de uma comunidade Online “:



A.1. Sítio das Áreas Disciplinares:
Pretende-se que as seguintes áreas disciplinares envolvidas no projecto, desenvolvam actividades de auto-estudo, jogos didácticos, exercícios do tipo Hot Potatoes, indicação e/ou desenvolvimento de WebQuest, de links de interesse e de áreas de promoção e divulgação de trabalhos propostos aos alunos. As áreas disciplinares devem também procurar a implementação de portfólios digitais (blogs) criados pelos alunos, e de fóruns de discussão para alunos sobre assuntos diversos, procurando organizar os temas numa perspectiva transversal e longitudinal. Também serão desenvolvidos espaços para as dúvidas dos alunos e envio de trabalhos.
¾ Línguas;
¾ Ciências Naturais e Exactas;
¾ Artes e Tecnologia;
¾ Ciências Sociais e Humanas;
¾ Expressões

A.2. Sítio dos clubes:
Pretende-se que os seguintes clubes dinamizem, divulguem e procurem a participação dos alunos nas respectivas actividades:
¾ Jornalismo
¾ Teatro
¾ Rádio Escolar

A.3. Sítio dos tutores:
Pretende-se desenvolver neste sítio uma interacção/comunicação entre:
¾ A Coordenação de Directores de Turma e os respectivos Directores de Turma (legislação pertinente, comunicações, fóruns de discussão, dúvidas, entre outros);
¾ Os Directores de Turma e os restantes professores do Conselho de Turma (legislação pertinente, comunicações, fóruns de discussão, dúvidas, entre outros);
¾ A Coordenação de Directores de Turma e a Associação de Pais e Encarregados de Educação (fóruns de discussão, resolução de problemas, legislação, entre outros);


A.4. Sítio da Interacção/Comunicação:
¾ Fóruns de discussão (para toda a comunidade);
¾ Página dos alunos (pessoais, de turmas e/ou de anos de escolaridade);
¾ Página dos professores (pessoais);
¾ Salas de conversação entre alunos;

A.5. Sítio relacionado com a organização da escola:
Pretende-se divulgar acontecimentos (visitas de estudo, acções de formação, entre outras) e informações relevantes a toda a comunidade escolar.

É pensando nesta realidade que a escola tem vindo a conjugar esforços no sentido de oferecer aos nossos jovens uma escola dinâmica, moderna, plural e democrática.

Informática Educativa (Moodle)

Percebermos que computador não é uma varinha de condão capaz de efectuar mágicas , mas sim, uma ferramenta que pode agilizar e/ou facilitar nosso trabalho, tanto no campo administrativo, como no campo pedagógico. O primeiro passo para a desmistificação da relação professor e tecnologias de informação é a comunicação.
O segundo passo seria, planeamento, inovação e desenvolvimento da instituição escolar que só serão obtidos através da construção COLETIVA do projecto político pedagógico, através da aproximação do corpo docente ao administrativo, através do envolvimento de toda a comunidade escolar.
Pesquisas mostram que as escolas que obtiveram sucesso com o uso das TIC’s valorizam a importância do trabalho colectivo, que só acontece se houver na escola ESPAÇO para que essas interacções colectivas ocorram.
A compreensão de que o uso da ferramenta moodle pode auxiliar e muito na construção e/ou redireccionamento do Projecto Político Pedagógico, seja na obtenção de troca de informações, seja na facilidade de pesquisas via Internet, seja como ferramenta pedagógica para fazer o aluno a “aprender a aprender”, onde educador / educando fazem com que as informações disponíveis na máquina adquiram significados estruturados e por consequência resultem em aprendizagem.
Afinal, diante da sedução que as tecnologias exercem sobre nossos alunos.
Nós professores, não podemos nos dar ao luxo de desconhecermos todas as possibilidades que o uso das TIC’s podem nos oferecer: Fóruns, BLOGS, construção e hospedagem gratuitas de SITES , enfim Moodle. É necessário que o professor se proponha a aprender a usar as TIC’s (criação e uso de e-mails, pesquisa na Internet, Hot Potatoes, Moodle), e principalmente cabe ao professor aprender reflexivamente sobre o uso das novas tecnologias, percebendo-as como, ferramentas que facilitam a construção do projecto político pedagógico.

Como último passo, é essencial que o, professor conheça, valorize e invista na modalidade de Ensino à Distância, quebrando o paradigma de que se trata de um aprender mecânico, sem calor humano, sem debates...mas, percebendo que se trata, sim, de uma forma de aprender condizente com o nosso tempo, que hoje é cada vez mais escasso, e sendo assim, torna-se importante que saibamos organiza-lo, bem como que, propiciemos também esta aprendizagem (organização do tempo) aos nossos alunos.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Novas Tecnologias & Educação

Olá!

Aqui vão alguns endereços web bastante úteis neste domínio.

Associação Brasileira de Educação à Distância – www.abed.org.br
Comunidade Virtual de Tecnologia Educativa – http://edutec.rediris.es
Enciclopédia Virtual de Tecnologia Educativa – http://dewey.uab.es/pmarques/evt.htm

Em português e em espanhol.

Aguardo por comentários e sugestões.


Judite

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

A Biblioteca Poeta José Craveirinha













A Escola Portuguesa de Moçambique-Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP) acolheu os primeiros alunos no ano lectivo de 1999-2000.
Neste edifício escolar construído de raiz, a Biblioteca emerge como o lugar nuclear na edificação do saber, complementando e aprofundando o trabalho docente desenvolvido na sala de aula.
Ocupando dois pisos, no rés-do-chão (com 46 lugares sentados) e primeiro piso (com 26 lugares sentados), as estantes albergam 8.900 volumes e cerca de mil publicações periódicas, um acervo que pode ser consultado na base de dados, que a documentalista D.Albertina Baloi mantém actualizada.
A benemerência da Fundação Calouste Gulbenkian chegou, inevitavelmente, à Biblioteca da EPM-CELP : ofereceu um excelente núcleo de cultura portuguesa proveniente de uma desactivada Biblioteca Fixa, para além de outras importantes doações que abrangem o melhor da nossa contemporaneidade. Autarquias, universidades e pessoas singulares , estão também entre os mecenas da Biblioteca.
A generosidade é, por vezes, perigosa. É já significativo o número de obras com dedicatórias autografadas pelos autores, transformando-se o livro em objecto de cobiça por parte dos bibliófilos pouco escrupulosos.
Acompanhando as novas tecnologias foram instalados 30 computadores na Biblioteca, instrumentos supletivos para os mais diversos fins educativos e lúdicos.
Em 2002, sob a proposta do signatário, a Comissão Instaladora e o Conselho Pedagógico aprovaram a atribuição do nome do Poeta José Craveirinha para Patrono da Biblioteca, doravante designada Biblioteca Poeta José Craveirinha da EPM-CELP. Quase em simultâneo , foi sugerido ao Conselho Municipal da Cidade de Maputo que fosse atribuído à rua (sem nome) que circunda a EPM-CELP o nome do Poeta. Pouco tempo depois, foi igualmente sugerida a fundação da Casa Museu Poeta José Craveirinha.
Assim, no dia 23 de Novembro de 2002, em vida do Poeta, foi descerrada uma placa comemorativa e afixada uma Acta alusiva ao evento. A sessão foi abrilhantada com uma declamação de poesias , tendo sido publicada uma pequena antologia.
De José Craveirinha, vale a pena reter a essência deste poema :


Fraternidade das Palavras

O céu
É uma m’benga
Onde todos os braços das mamanas
Repisam os bagos de estrelas

Amigos :
As palavras mesmo estranhas
Se tem música verdadeira
Só precisam de quem as toque
Ao mesmo ritmo para serem
Todas irmãs.



E eis que num espasmo
De harmonia como todas as coisas
Palavras rongas e algarvias ganguissam
Neste satanhoco papel
E recombinam em poema.



Será interessante mencionar duas outras valências da Biblioteca Poeta José Craveirinha : uma Secção de Reservados , com 1350 volumes, vocacionada para servir de suporte científico a trabalhos de investigação de natureza vária ; uma Extensão Popular, aberta à população circunvizinha da EPM-CELP, que tem conseguido cativar leitores não obstante a sazonalidade do seu funcionamento.
Em 2005 foi prestada uma singela homenagem a Hans Christian Andersen, a propósito do bicentenário do autor de celebradas obras de literatura infanto-juvenil.
Ao longo dos anos a Biblioteca Poeta José Craveirinha tem publicado diversas brochuras, ressaltando o Boletim Bibliográfico cuja periodicidade é trimestral.
Os docentes que assumiram a direcção da Biblioteca foram os seguintes :
Drª. Manuela Mendes : 1999/2000 a 2001/2002
Drª. Rita Oliveira : 2002/2003
Dr. Hélder Lopes : 2003/2004
Drª. Luísa Almeida : 2004/2005
Dr. Vítor Roque : 2005/2006 a 2006/2007.
A Biblioteca Poeta José Craveirinha continua a cumprir a sua função : promovendo exposições bibliográficas , servindo como sala de estudo e de investigação , como palco de colóquios e palestras ou como disputado espaço para aulas inovadoras.
Mas é igualmente frequentada por muitos jovens que descontraidamente folheiam revistas, com os auriculares no ouvido, em busca de uma dimensão estética entre o ser e o estar. E estudando, é claro.


António Aresta
Coordenador do Centro de Formação



Estas Fotografias são da autoria do Professor Vitor Roque.

Festa de Natal da EPM-CELP

Nem tudo é trabalho na NOSSA ESCOLA


Que carinhas de fome...!!!!!

O que será o almoço !!!!????


Será que foram estas ilustres personalidades que cozinharam ???!!!!!



Huumm!!!


Huuuuuuuuuummmmmmmmmm!!!!!!!!!!!!!


Tá tudo satisfeito ???!!!!!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Uma escola...





Uma das minhas preocupações quando viajo é sempre que possível conhecer as escolas das diversas localidades por onde passo. Houve uma escola que me sensibilizou particularmente pela sua simplicidade e pela extrema importância que representa para toda a comunidade onde está inserida. Estou-vos a falar de uma pequena escola situada na ilha dos ratos em Inhambane. É uma escola onde não existem carteiras, cadeiras, salas, luz, nem existe um professor que dê aulas diariamente. Apenas um quadro de giz já gasto. No entanto é uma escola. O professor visita a ilha uma vez por semana, não sei dizer-vos nada acerca da durabilidade das aulas, mas sei da importância que este professor representa para toda uma comunidade que vive praticamente isolada. As únicas visitas que tem é de missionários da igreja. Daí o seu espanto quando avistaram quatro brancos pisando o seu solo. Ao principio confesso que me senti um pouco assustado, ver a população a correr, dirigirem-se ao nosso encontro. Não falavam português, penso que falavam bitongue, o dialecto local. Foram bastante amistosos, levaram-nos ao chefe da ilha que já falava um pouco de português. Tiramos algumas fotos e resolvemos retribuir a gentileza da sua hospitalidade com as coisas que trazíamos na arca, bebidas e pão. Foi uma festa. Uma experiência de vida inesquecível.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

I Bienal de Matemática e Língua Portuguesa


1, 2 e 3 de Março, 2007, Maputo, Moçambique

O Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, Maputo e a Universidade de Aveiro, Portugal convidam todos os Professores e Investigadores dos Países Lusófonos, bem como de Espanha e África do Sul, a apresentarem comunicações na I Bienal de Matemática e Português dedicada à troca de experiências no ensino e na aprendizagem da Língua Portuguesa e da Matemática, com recurso às tecnologias.

The Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, Maputo and Universidade de Aveiro, Portugal invite all Teachers and Researchers from portuguese-speaking countries, as well as Spain and South Africa, to participate in the first biennial on Mathematics and Portuguese Language, which is dedicated to the Exchange of experiences in the teaching and learning on Portuguese Language and Mathematics using technology.

Registo e Submissão de Resumos ou Artigos em www.pensas.ac.mz:8081/conferencias/bienal

domingo, 5 de novembro de 2006

Distance Learning Conference & Workshop

Vai realizar-se nos dias 7,8 e 9 de Novembro, a Conferência internacional sobre Metodologias de Tecnologias de ensino, em Lisboa, no ISEG ? Instituto Superior de Economia e Gestão denominada Distance Learning Conference & Workshop Subordinada ao tema Bolonha e a Escola do Futuro.

A conferência vai ser objecto de vídeo difusão em directo, através da Internet.

O acesso online é livre e o endereço na Internet é em http://www.thegraal.net/ As pessoas deverão registar-se, (mas é gratuito) e após fazerem feito login têm um logótipo da conferência através do qual liga à vídeo difusão.

Convido por isso todas os que estão ligados à educação e em especial à área das TIC a estarem ligados.

Com os meus cordiais cumprimentos
Alexandre Areias.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Futebol

Que elegância...
Uma jogada que podia ter dado golo...
Mais uma iniciativa...
Uma disputa de bola. O verdadeiro craque!

sexta-feira, 5 de maio de 2006

No âmbito do III Simposium Internacional Língua Portuguesa – Diálogo Entre Culturas ( cujo Programa já está publicado nesta Página ) , são apresentadas as publicações seguintes , editadas sob a chancela da EPM-CELP :



Revista APRENDER JUNTOS , Nº 6-7 , 2006 , 220 pp. , ilustrada
Contém as ACTAS do II Simposium Internacional


Luís Moreira de Almeida, A Instrução Pública em Moçambique.Sua Evolução
2006 , 38 pp.


Carteira de Postais : VER E SENTIR MALANGATANA
2006 , 9 Postais


Carteira de Postais : RETRATOS de MALANGATANA
2006 , 9 Postais



FONTE : NAIRP (Núcleo de Apoio, Informação, Relações Públicas e Publicações) , Maio, 2006

quinta-feira, 27 de abril de 2006


“ TERRA,
CASA DE BANHO à beira do Jardim dos Aromas (Manila),
Dia 26 do Mês de Abril do Ano do Novo Arrebento.


TEXTO REVELADO ou AS NOVAS ESCRITURAS


Dedicatória e Exortação Sublimes, com indícios da Sábia Advertência à mistura:

Amen.
Humanos, é para vós! Com profunda mágoa anímica me dirijo, não às inteligências, mas aos incultos corações de Vossas Dignidades. Por isso, preparem-se para a Charrua Redentora que do Meu peito se alevanta! Calem-se as memórias de Alexandre e Trajano, pois trago-vos o Quinto Evangelho! Nem mais, nem menos! O Evangelho da Agricultura! Depois de Mim, não ficará pedra sobre pedra, nem pseudo-ciência sobre pseudo-ciência. Já sinto o tremor e ranger dos vossos dentes cariados. Porém, aviso-vos que muitos são os chamados, mas poucos serão os colhidos.
Amen.
O Meu Tempo chegou! Definitivamente! Por isso, fujam todos vendilhões da Ignorância, esse monstro maldito! Professores e professoras que já nada sabem da Divina Ciência que, finalmente, desenterro e escarrapacho bem diante dos humanos espíritos. Destruam-se todas as Escolas e Universidades ou, então, se acharem por bem, transformem-nas em hortas ou amplos campos de cultivo. Eu vim trazer a enxada e não a preguiça que deriva da paz podre!
Amen.
A Minha Hora está aqui, mesmo à frente das vossas pencas! Saibam que em Mim se ergue a Natureza na plenitude da sua Divina Majestade, há muito olvidada, mas agora antropomanifestada na Minha Pessoa! Vislumbro, no entanto, com os olhos inundados de mosto, e desculpem-Me a partilha de sentimentos, mas é que Eu Sou muito sincero (e por isso os meus amigos me chamam Ernesto, vejam lá!), as trevas que irão abater-se no pretensioso mundo em que “sobreviveis”, mais parecido a uma masmorra sem o divino aroma do estrume, se os portais dos vossos empedernidos corações não se abrirem, de par em par, ao Iluminado Cultivo do Único Verbo que Liberta,… o M’Eu!


Vamos lá! Não tenham medo da Charrua da Verdade! AMEN.

Corações ao Alto, Sentimentos Agrícolas e… marche! AMEN.
ECCE HOMO: FREDERICUS AUSTRALOPITECUS!
DESEJAVAM-ME?… POIS AQUI ME TÊM!

O Apocalipse da Identidade:
(Comunicação em “Estilo Profético”, para quem pode e não para quem quer)

Os “Novos Versículos” que o anjo Estrumel Me revelou:
(Preparem-se, leitores! A Terra que agora pisais é Sagrada)

Alfa - a.
1. Na verdade, na verdade, vos digo!
2. Eu sou o Homem… de quem tanto se fala.
3. O Verdadeiro Filho da Mãe… Natureza, o Último Interprete dos Mistérios da Sublíssima e Augusta
Terra, a Incorruptível, que o homem desde sempre trabalhou, revolvendo-a com o ir e vir do seu
arado, mas que hoje em dia já não escuta.
4. A humanidade metamorfoseou-se numa abominável matilha de borjeços e patas-chocas, sem
dentes, é certo, mas com língua, o que, no meu Redimido Entender, ainda é pior. Mas… não
temais! Ainda me não fui, para que se cumpra a Missão da Iluminação das fundidas cachimónias
que a humana raça ostenta (…que tristeza!), demasiadamente cheia de letras e vãs ciências, de
preguiça e caprichos de princesas sem calos e manápulas carnudas!
5. Mas por quem sois, mortais? Por quem sois? Porque vos afastastes tão cedo da Dignidade da
Terra e da Sábia Ciência que a aprofunda: a Agricultura?
6. Vamos! Ainda estais a tempo! Patas às galochas e mãos à enxada! Eu serei o vosso Adubo
Espiritual.
7. Ninguém vai à Mãe (Terra, pois está claro!), a não ser pelo Filho, ou seja, Eu.
8. Sou o Caminho Lavrado, a Verdade que estruma e a Vida que amamenta.
9. Amen.

Beta - b.
1. Na verdade, na verdade, vos revelo!
2. Eu sou Aquele que Verdadeiramente É, porque sempre Foi e sempre Será! Ou não É assim?
3. Por acaso necessitais de mais provas?
4. Se necessitais, ide para o diabo que vos carregue! O vosso mal é a preguiça dos novos-ricos que
não sabem de onde vem aquilo que diariamente comem.
5. Saibam, pela Luz que vos alumia, ou seja, por Mim, que não uso barba nem turbante, não
possuo carros com pneus de borracha nem ostento olhos de carneiro mal morto. Logo, não sou um
falso profeta, como tantos que por aí andam e, ainda por cima, são venerados nas Igrejas Pseudo-
Sagradas do “Já Está”.
6. Amen.

Síntese Alfa-Betizada - a + b.
1. Na verdade, na verdade, vos confesso!
2. Eu sou o Humilhado e Ofendido, o Vilipendiado Sem Piedade, o Varão das Dores que não
cessam, como já tinha predito o Profeta Corneto de Moca, há milhares de séculos atrás (Neolítico
Superior), esse honesto Proto-Agricultor que preparou a Minha Vinda com a sua indómita
Verborreia Vitaminico-Messiânica.
3. E Eu… cá me Vim, senhores, para que se cumprissem as Novas Escrituras.
4. Amen.


Digressão Sublime em Estilo Apocalíptico
(Conselho de leitura: Agarrem-se às cadeiras! O Tempo do Divino Iconoclasmo chegou!)

§1. Agora que já todos sabem quem Sou, peço uma aderência total, isto é, incondicional, ao meu Verbo Iluminado. Venho ordenar-vos que aceitem e cumpram o que vos digo… e não, que entendam! Necessário se torna, pois, que proceda a uma destruição agrícolo-científica de todas as pseudo-religiões que até agora assolaram as humanas consciências. Coitadas!… Porém, a culpa não é delas, ou seja, vossa. A culpa foi e, sempre será, desses vendilhões de contos de fadas, que nada sabiam da Agricultura, com uma excepção… Mas, a seu tempo sabereis de quem falo. Amen.
§2. Em primeiro lugar, revelo-vos que a Religião de forma alguma é um dos saberes fundamentais decorrentes da experiência humana. Muito pelo contrário! Desde os primórdios da humanidade, que as diferentes Religiões do mundo apenas serviram para atrasar o processo civilizacional, ou seja, tudo o que se refere ao incremento de uma Agricultura De Ponta. Se dependesse dos seus fundadores, ainda hoje estaríamos mergulhados em lamúrias e choradeiras, de todo em todo inúteis, sem nada sabermos da realidade envolvente, ou seja, da Mãe-Natureza, e de que forma deveríamos assegurar a nossa subsistência de uma forma planificada. Se dependesse dessa corja pseudo-messiânica de esquizofrénicos, nunca a humanidade teria aprendido a esventrar a Divina e Augusta Terra e, sem dúvida, teria sucumbido, vítima de uma fome generalizada. Nem batatas nem ervilhas, nem tomates nem nabos, nem grelos nem couves… E fico-me por aqui! Teríamo-nos transformado num bando de inúteis e sem-abrigo, hippies e pedintes, como foram os tais pretensos fundadores de Religiões, isso sim!, sempre à cata dos bens de quem, efectivamente, trabalha. Os supostos Livros Santos não passam de um chorrilho de asneiras inférteis, um autêntico ópio maligno que adormeceu, durante alguns séculos de retrocesso civilizacional, as consciências inatamente agrícolas. Humanidade, ergue-te! Eis o Tempo, em Mim, desabrochado: “Hic et Nunc”! Amen.
§3. Em segundo lugar, revelo-vos que Deus não existe. Aliás, nunca existiu. Ainda não sabiam?… E, vamos lá pensar o seguinte: se alguma vez existiu, é indubitável que já morreu há muito tempo… no coração dos homens. Duvidam? Olhem que, se alguma dúvida acalenta ainda o vosso pueril coração, basta meditarem um poucochinho naquilo em que se transformou a humanidade, a partir do fim do período pré-histórico.. Que desgraça!… Que malvadez!… Que ignorância!… Que bando de pequenos-burgueses a viverem à custa da divina e sacrificada labuta dos agricultores. O diabo que carregue a humanidade corrompida pelas patranhas religiosas! Mas mais! Esses supostos fundadores de Religiões, quando falavam de Deus, o que queriam dizer é que “Esse Ser-Transcendente” não é senão o “Grande Agricultor”. E sou Eu quem vos garante esta Verdade! EU! FREDERICUS AUSTRALOPITECUS! Aquele que tiver dúvidas que consulte o ponto Beta - b (4.) deste Texto Sagrado. Foi até um desses fundadores que disse: “Tudo no Reino dos Céus é à semelhança do agricultor”, “O que semeares é o que vais colher”, As minhas palavras são sementes”. Ora, senhores e senhoras, que verdades tão velhas e, acima de tudo, tão pouco originais. Eu alerto-vos, ó humanidade!, que, no que diz respeito às Religiões, “comprastes uma cama nova e dormistes com os pés de fora”. Foi-se o chulé, é certo!, mas vieram as frieiras acicatar as dores dos vossos vetustos joanetes espirituais. Tais fundadores de “Doutrinas de Rebanho” deveriam, no meu enternecido entender, se ainda estivessem vivos, esses tão dignos e importantes senhores, e ainda bem que já não estão!, serem presos por plágio e condenados a comer farinha pensal para o resto das suas vidas, para saberem como elas mordem! Sem tirar nem pôr! Desculpem-me, pois estou outra vez a ficar com os olhos marejados de mosto, fruto do extremo esforço que estou a desenvolver para vos redimir, através do m’Eu Humilde Verbo. Neste momento, não há orgão que não me provoque dores: coração, vesícula, intestinos, aaaai!… Pronto!…Já passou. Notaram alguma coisinha?… Amen.
§4. Vamos lá! Marche!… Como já sabeis, todo o mérito e louvor pertence aos proto-agricultores dos primórdios da humanidade, aqueles do Neolítico Superior (não haja dúvidas!), os quais levaram a cabo uma das mais profundas revoluções à escala planetária: a Agricultura. Se algum Livro Sagrado nos inspiraram os seus telúricos ensinamentos, esse foi, apodicticamente, o “Almanaque Borda d’Água”. Leiam-no caríssimos e caríssimas, leiam-no, dia e noite, noite e dia, por cima e por baixo, por baixo e por cima, por dentro e por fora, por fora e por dentro, e que nunca se afaste dos vossos corações agricolamente redimidos. Amen.
§5. Centremos agora o nosso olhar, sabiamente estrumado, na vida e obra de três figuras, supostamente grandiosas, que a maior parte dos mortais considera de excepção: Budha, Sócrates e Cristo. Três miseráveis, sem dúvida! Três tristes tigres. Ora, digam lá outra vez, a ver se conseguem. Nem isso podem, não é? Vejam lá a importância dos referidos figurões! No entanto, deixemo-nos de entretantos e passemos aos finalmentes, como soía dizer o Grandioso Iluminado de Paraguaçú, de sus tropical graça, Odorico. Passemos ao que interessa, com a enxada intelectual em riste e sem piedade. Arre! Amen.
§6. Budha: como viveu e o que escreveu? Ora, viveu como um autêntico verme da sociedade indiana do seu tempo, nada tendo escrito com o seu próprio punho, pelo menos, tanto quanto se sabe. Se calhar, o seu punho estava demasiadamente cansado com certas actividades búdicas nocturnas, vá-se lá adivinhar! Portanto, esta tão excelsa figura, que meia parte da inculta humanidade venera, não passa de uma vítima daqueles que por ele escreveram. Triste tigre!… Tudo quanto se diga acerca do seu pensamento, se é que de facto o teve, jamais passará de mera conjectura. Ora, enjoados de conjecturas já nós estamos. Avante! Na minha Sábia Perspectiva, é fácil de compreender que o Budismo não passa de algo que apenas pode interessar àqueles que estão demasiadamente cansados do vinho e das belas mulheres, dos grelos e dos nabos, de beterrabas e cenouras, coitados! O budismo não passa de uma triste e perigosa vontade de nada Uma triste vontade que se auto-anula. É a Vida Em Si Mesma que os budistas renegam e, por isso, deveriam ser condenados a morrer à fome, a não ser que passassem todos a trabalhar a terra, pois está claro! No entanto, nunca cheguei bem a compreender como é que este ridículo fundador de religiões conseguiu engordar tanto e ficar com os olhos em bico. Olhem, se calhar é porque passou grande parte da sua vida sentado, a comer à custa do Iluminado Trabalho dos Agricultores (esses sim que deveriam ser venerados!). E é justamente a um energúmeno sentado desta estirpe, ainda por cima careca, que meia parte da humanidade adora. Arre, que são burros! Amen.
§7. Sócrates… Que desgraça! Que bêbedo incorrigível e, ainda por cima, um homossexual assumido que levava enxertos de porrada da sua mulher (essa Iluminada Fêmea, de sua helénica graça, Xantipa). É este o exemplo que quereis para os vossos filhos, senhores???… Haja decência! Por Zeus, humanos! Por Zeus!… No entanto, se meditarmos aprofundadamente, isto é, de uma forma agrícola, acerca do pensamento desta tão ilustre personagem, rapidamente chegaremos à conclusão que foi vítima do mesmo crime que o suposto iluminado indiano foi. Também Sócrates nada escreveu com o seu próprio punho. Pois como poderia ele ter escrito alguma coisa se era analfabeto, como toda a gente culta sabe! No entanto, a meu ver, esta personagem foi bem mais perniciosa para a evolução da consciência humana do que Buda. E sabem porquê? Ora pensem lá um pouco, se é que conseguem! Não foi ele o fundador da seita dos filósofos antropológicos, ou lá o que é? Uma espécie de nova religião, a religião das tretas e das verdades infertéis, que ninguém entende, nem os próprios que nelas vivem. Não há dúvida alguma que os filósofos, com as suas superficiais doutrinas sobre a verdade da vida, não fizeram outra coisa senão afastar a humanidade das vitais raízes que sempre a prenderam à Divina Mãe: a Terra. O problema é que nunca ninguém os obrigou a vergar a mola e pegar numa enxada, senão a história teria sido outra. Para que serviu e para que serve ainda a filosofia? Alguém terá necessidade de um tal pseudo-saber que mais não faz do que inventar problemas sem resposta possível? E reflictam bem nesta terrível possibilidade: se toda a humanidade, de um momento para o outro, se convertesse à filosofia, estaríamos desgraçados! Eternamente condenados, sem tirar nem pôr, a alimentar-nos de problemas e conceitos, totalmente falhos de vitaminas verdadeiras e do estrume que regenera as consciências. E não me venha dizer, esse bando de energúmenos que se dizem amigos do saber, os filósofos, que a minha argumentação é defeituosa, porque enferma do estilo “ad hominem”. Nunca foi meu objectivo atacar o homem para, desse modo, demonstrar a falsidade das suas ideias. O facto é que, neste caso, nem temos homem (como acima demonstrámos!), nem ideias (vide a tal demonstração). Se alguma coisa foi Sócrates, essa foi, sem dúvida alguma, um supremo idiota malcheiroso. Mas a vida lá se encarregou de o castigar, e ainda bem! Creio que o momento mais iluminado da sua infértil existência teria sido aquele em que este pobre triste tigre helénico bebeu o veneno da cicuta, na masmorra em que o convidaram a viver. Nesse momento, penso eu, e digo-vos isto com os intestinos verdadeiramente comovidos, teria alcançado a suprema compreensão da Luz que Liberta: a Agricultura! Sócrates!… Sócrates!… Só então compreendeste que tudo o que dá a vida, assim como tudo o que dá a morte (pensa na cicutazinha, meu caro!), veio, vem e sempre virá da Terra. Mas já foi tarde para que te convertesses à Sábia Ciência. Deixa lá! Fica para a tua próxima reencarnação na forma, talvez, de um alho francês. Até rima, vejam lá a Beleza do que Vos digo. Avante! Amen.
§8. Cristo. Numa palavra: foi um agricultor, sem nunca ter tido consciência disso, é claro! Um verdadeiro poeta da Ingrícola! Saibam, porém, que também ele foi vítima do hediondo crime de lhe terem atribuído pensamentos e verborreias pseudo-messiânicas que nunca ousou pensar, porque não podia. Como sabem, esta personagem foi muito limitada no que à Verdadeira Inteligência diz respeito. Também este cristo nada escreveu com o seu próprio punho. Como poderia ele ter escrito alguma coisa? Um analfabeto sem limites! No que à sua vida diz respeito, toda a gente sabe que viveu como um mendigo e parasita da sociedade hebraica do seu tempo. Nunca trabalhou a Terra, nunca se dignou a vergar a mola e pegar numa enxada. Em suma, nunca produziu nada de útil à humanidade. Pois é!… É duro, não é, ó cristo!, que a todos pseudo-salvaste, menos a ti próprio? A cruz foi pouca coisa para ti, meu caro, pois, como toda a gente sabe, não morreste nela. Como embusteiro que eras, fugiste do sepulcro, sabe-se lá para onde! Porquê, Jesus? Porque te obstinas-te tanto em enganar a pobre humanidade que trabalha a Terra: os agricultores? Enfim, tu lá sabes… Mas, explica-me lá, porque foste tão arrogante e, acima de tudo, tão desleixado? Vá lá o diabo adivinhar! Estou iluminadamente certo de que uns banhitos, de vez em quando, não te teriam feito nada mal à cabeça, assim como uma ida mensal ao barbeiro, por causa dos piolhos e da caspa facial, entendem-me, não é? Mas nem a isso o messiânico desgraçado se dignou. Que pessoa tão importante ele foi, vejam lá! Dá-me vontade de rir… Pensem bem, senhores! É este o exemplo que quereis para os vossos filhos??? … Pela Divina e Augusta Mãe-Terra! Haja decência! Se pensarmos, agora, nos seus manhosos ascendentes, pai e mãe, Zé e Maria, também facilmente ficaremos horrorizados com as patranhas que acerca da sua vida se teceram. Todas elas não passam, nem nunca passarão de um atentado terrorista às humanas inteligências. Como poderá alguma vez uma mulher engravidar sem ter tido relações sexuais? Acham tal coisa possível? Parece-me, neste momento, estar a ouvir as vozes de vossas redimidas dignidades, em coro, dizer: “Pela Agricultura, Profeta Fredericus Australopitecus, estais coberto de razão!” Bem o sei, bem o sei, irmãos! Mas deixai que por ora seja assim, para que se cumpram as Novas Escrituras. Com os olhos inundados de mosto, lá vou continuar. Ora, a tal Maria lá concebeu da maneira que ela muito bem sabia. E quem acalentar algumas dúvidas a este respeito que leia o Iluminado Livro desse magnífico Agricultor de Ideias latino (séc. II da era anterior ao Novo Arrebento), Celsus: “ADVERSUS CRISTIANUM” (“Contra os Cristão”). Mas, encaremos a questão sob outro prisma. Concebamos a absurda hipótese daquela mulher ter, efectivamente, engravidado por obra e graça do tal pseudo-espírito santo, numa palavra, por deus. Então o pobre pesudo-pai deste triste tigre foi traído pelo próprio deus em pessoa. Como pode isso ser, senhores? Então o deus dos cristãos gosta de entrar dentro das mulheres que não lhe pertencem, para engravidá-las sem o consentimento dos seus legítimos maridos? Que deus será este? Uma ignomínia horrível, isso sim! Uma aberrante realidade inconcebível! Que lindo! O deus cristão: um ser libertino, que deixa a cabeça dos pobres homens que trabalham (não esqueçamos que o tal Zé era carpinteiro, esse sim que trabalhou com o devido respeito as divinas coisas da Natureza, ou seja, a madeira!), deveras pesada. Todo este assunto é absurdo em si mesmo e não merece sequer um segundo do nosso Redimido Tempo. Por isso, deixemos tão elevadas problemáticas à consideração dos tão distintos e pseudo-iluminados cristãos. Assim, em verdade, em verdade, vos digo! Cristo e tudo o que a ele diz respeito, não passa de um gravoso embuste cultural. Se Eu não me tivesse Vindo, morreríeis na cristã estupidez das coisas, ou seja, na estupidez de acreditardes em realidades próprias de criancinhas que não sabem juntar o “a” ao “b” e vice-versa. O maior pecado desse tal cristo foi, no meu profético entender, e pelos vistos confirma-se, ter supostamente andado por aí a falar de um ser que não existe, deus, como aliás já sabeis. E se existe, nunca poderia ser como ele o pregou, de uma forma tão atrasadinha. Enfim, coisas de judeus!… Se algum deus existe, esse chama-se, inequivocamente, Terra-Natureza-Trabalho Agrícola Três vezes Amen pela Santa Agricultura. Amen! Amen! Amen! Já está!… Em suma, cristo e tudo o que se diz que ele disse, cristianices, não passa de uma indegistível mentira. No entanto, é necessário voltarmos ao início, para dizer que, se é verdade que ele disse muitas coisas que se referiam à agricultura, como por exemplo: “Tudo no reino dos céus é à semelhança do agricultor”, “O que semeardes é o que ireis colher” e “Olhai os lírios do campo”, então diremos que as palavras que nos ficaram são infinitamente mais importantes do que a vida de tal senhor e tudo o que a ela se pseudo-refere. Elas não foram mais, e vejo isto com uma clarividência quase insuportável, do que um prenúncio da Minha Mensagem. Esse tal cristo anunciou a Minha Vinda, senhores! Ele foi, sem tirar nem pôr, o meu João Baptista. Bem-dito sejas por isso, misterioso e indecifrável judeu barbudo! Que a Natureza nunca se esqueça de ti e, acima de tudo e todos, de Mim, que vim cumprir algumas das coisas que disseram que disseste. Amen

O Tempo que vou coube viver, ó humanidade, é Maravilhoso, porque EU… ESTOU ENTRE VÓS e…, um dia destes, convidar-vos-ei para o meu Último Banquete!
Amen!

Os 5 Pecados Mortais da Agricultura ou O Pentagrama do Mal
(VIATICUM do Quinto Evangelho)

1. Falta de gula.
2. Falta de luxúria agrícola.
3. Falta de amor à fertilização das realidades procriadas.
4. Falta de amor à enxada, ou seja, amor-próprio.
5. Falta de espírito estrumado.
Amen.


As Novas Bem-Aventuranças ou As Bem-Aventuranças da Ingrícola

Amen.
1. Bem-aventurados os de coração estrumado, pois deles será o Reino das Videiras.
2. Bem-aventurados os de coração bovino, pois deles será o Reino da Charrua.
3. Bem-aventuradas aquelas que se transformaram em vaca, pois delas será o Reino da Ordenha.
4. Bem-aventurados os tansos, pois deles será o Reino da Conversão.
5. Bem-aventurados os hipócritas, porque ainda estão a Tempo.
6. Bem-aventuradas as patas-chocas, porque delas será o Reino da Poedeira.
7. Bem-aventurados todos os bichinhos, porque deles será o Reino da Liberdade Agrícola.
8. Bem-aventurados os que recebem as Novas Bem-Aventuranças.
9. Bem-aventurados os que não recebem as Novas Bem-Aventuranças.
10. Bem-aventurado seja Eu, ACIMA DE TUDO E TODOS, pois que vos Bem-Aventuro.
Amen.



Poema Grandíloquo em Estilo Iluminado
(Para que a humanidade entenda, de uma vez por todas, que Eu sou o Tal)

Amen
as vossas palavras oleosas
já não fritam as batatas
da Minha Felicidade
ó vida sem Agricultura!… ó vida sem Vida!…
nem os vossos braços em cruz
Me transportam ao nada
porque não quero!
antes a morte…
tudo se desfez!… tudo desfiz
num puré vitaminado
estrumado e iluminado trinitariamente
para que a humanidade se redimisse
nos grandiosos braços de Profeta
que o Meu corpo
com humilde orgulho
ostenta
Amen “


Redentor FREDERICUS AUSTRALOPITECUS
(Profeta da Agricultura, séc. I do Novo Arrebento – correspondente ao séc. XXI do Antigo e Falso Advento),
Quinto Evangelho,
(versão portuguesa obrada pelo
Sr. Dr. Octacílio Hortelão de Pina
(a partir do original em egípcio hieroglífico),
Editora “A Nova Verdade”, Manila,
1.ª Edição (Esgotada).

Informa-se os avisados leitores que existem igualmente
traduções deste Livro Sagrado nas seguintes línguas,
(mas, infelizmente, encontram-se todas elas esgotadas, de momento):
Assírio, Hebraico, Árabe, Grego Clássico, Latim Medieval, Sânscrito,
Húngaro, Polaco, Sérvio e Finlandês.
As versões espanhola, italiana, inglesa, francesa e alemã
estão no prelo.






Próximas Publicações da Editora “A Nova Verdade”

Obras do Profeta Fredericus Australopitecus:

Eu sou O Senhor dos Milagres (666 páginas iluminadas – obra messiânico-agrícola – edição limitada),
O Verdadeiro Instrumento do Milagre: a Enxada (667 páginas iluminadas – obra messiânico-agrícola – edição limitada),
Chove na minha Horta (69 páginas iluminadas – livro de poemas – edição limitada),
Estou Sabiamente Triste – Confissões de um Profeta à beira da Divina Tristeza (668 páginas iluminadas – obra messiânica – edição limitada),
Da Virtude do Cultivo das Favas ou A Destruição do Pitagorismo (669 páginas iluminadas – obra filosófico-agrícola – edição limitada).

Mais se informa que todos poderão adquirir estas obras pela módica quantia de 1879 Euros e 25 Cêntimos cada.
Aceitam-se encomendas por cobrança postal.
Por isso, não percam tempo e…
escrevam.

terça-feira, 25 de abril de 2006

III SIMPOSIUM INTERNACIONAL
LÍNGUA PORTUGUESA : DIÁLOGO ENTRE CULTURAS

A VIAGEM NA LITERATURA




8 de Maio : segunda-feira

9.00 h : Inscrição e Distribuição de Pastas

9.30 h : Sessão de Abertura
Apresentação de Os Pequenos Violinos

10.00 h : Alocução da Presidente do Conselho Directivo da EPM-CELP

10.10 h : Mensagem da Associação Portuguesa de Escritores

10.15 h : Mensagem da Associação de Escritores Moçambicanos

10.20 h : Discurso de Sua Excelência o Embaixador de Portugal

10.30 h : Conferência
Professor Doutor Fernando Cristóvão
Alguns Aspectos Eufóricos das Narrativas de Viagens : as Flores, os Frutos,as Plantas Curativas

10.45 h : pausa para café

10.55 h : Actuação do coro Majescoral

11.10 h : Sessão de apresentação da obra, Dicionário Temático da Lusofonia

12.00 h : Inauguração da Feira do Artesanato & Capulana



Presidência da Mesa : Ernesto Rodrigues
14.00 h : Maria Manuel Seno
Ilha do Ibo : uma Viagem pela História


14.15 h : Fernando Capão
Viajar em Português no Extremo Sul de África


14.30 h : Marcos Abílio Nhapulo
Viagens na Literatura Italiana : o caso de La Trégua de Primo Levi

14.45 h : pausa para café

Presidência da Mesa : Juvenal Bucuane
15.00 h : Vítor Roque
Caminhando por África

15.15 h : Rogério Manjate
Uma Viagem na Asa Poética de Manoel de Barros

15.30 h : Rosa Alice Dixe
O Olhar Navegante da Feiticeira Cotovia – A Madona : Uma Viagem da
Libertação do Feminino ?

15.45 h : Marina Deus e Raquel Jordão
O Povoamento do Nosso Imaginário



9 de Maio : terça-feira


9.15 h : Intervenção Musical : Orquestra de Orff , da EPM-CELP

Presidência da Mesa : Fernando Cristóvão
9.30 h : José Correia Tavares
Viajar com a Poesia


9.45 h : Ana Cristina Alves
As Viagens Espirituais


10.00 h : Luís Carlos Patraquim
Viagem ao Redor da Língua, entre o Chamanculo e a Polana

10.15 h : Recital de Poesias dedicadas ás Viagens, pelos Alunos do 12º D


10.50 h : pausa para café



Presidência da Mesa : Teresa Martins Marques
11.00 h : Ernesto Rodrigues
Por Terra, Mar e Ar : da Viagem à Vertigem

11.15 h : Calane da Silva
Uma Viagem de Riso e Tragédia por um País à Beira do Abismo
(A propósito de o Último Voo do Flamingo, de Mia Couto)

11.30 h : Fernando António de Almeida
António de Faria : contributo para a ressurreição de um corsário

11.45 h : Francisco Belard
A Viagem na Literatura

14.00 h : Visita ao Centro Cultural de Matalana
Diálogo com Malangatana e outros Artistas
Lançamento de uma Colecção de Postais
Apresentação de t-shirts com desenhos de Malangatana



10 de Maio : Quarta-Feira


9.00 h : Actuação da Tuninha da EPM-CELP



Presidência da Mesa : José Correia Tavares
9.15 h : Teresa Martins Marques
A Viagem em David Mourão-Ferreira e José Rodrigues Miguéis : Os
Caminhos da Libertação

9.30 h : Júlio Conrado
História de uma Não Viagem ( sobre um Conto de Maria Judite de
Carvalho)

9.45 h : Maria do Carmo Vieira
Digam o que é que Viram

10.00 h : Juvenal Bucuane
A Viagem na Obra Literária

10.15 h : pausa para café


Presidência da Mesa : Ana Cristina Alves
10.30 h : Judite Santos
A Viagem como Factor de Multi-Culturalidade na Formação das
Cidades de Moçambique : uma abordagem urbanística, paisagística e
Arquitectónica

10.45 h : Ilídio Matsinhe
Do Imaginário ao Histórico

11.00 h : António Cabrita
A (Im)possível Viagem da Poesia

11.15 h : Sara Teixeira
A Ilha de Moçambique : Memórias de Viajantes

11.30 h : Miguel Gullander
A Literatura Como Viagem Ritual : a Balada do Marinheiro-de-Estrada


11.45 h : António Aresta
Uma Educação Real : A Viagem de Aires de Ornelas e do Príncipe
D.Luiz Filipe de Bragança a Moçambique em 1907



14.00 h : Mesa-Redonda : Lusofonia & Língua Portuguesa
Moderadores : Fernando Cristóvão e Calane da Silva

15.30 h : Lançamento das ACTAS do II Simposium
Lançamento do livro , A Instrução Pública em Moçambique.Sua Evolução,
de Luís Moreira de Almeida

15.45 h : Sessão de Encerramento
Conclusões


Coordenação Geral : Albina Santos Silva e António Aresta

Coordenação em Portugal : Júlia Nery
Secretariado : Pedro Bugarin , Teresa Noronha, Luísa Muge
Supervisão Logística : Centro de Formação & Centro de Recursos Educativos



Organização
Escola Portuguesa de Moçambique-Centro de Ensino e Língua Portuguesa
Avenida do Palmar, Nº 562
Caixa Postal 2940
Maputo – Moçambique
Telefone : 0025821481300
Fax : 0025821481343
mail : epm-celp@edu-port.ac.mz
site : www.edu-port.ac.mz
blog : http://www.epm-celp.blogspot.com

O 25 DE ABRIL E A HISTÓRIA


Se alguém quisesse acusar os portugueses de cobardes, destituídos de dignidade ou de qualquer forma de brio, de inconscientes e de rufias, encontraria um bom argumento nos acontecimentos desencadeados pelo 25 de Abril.Na perspectiva de então havia dois problemas principais a resolver com urgência. Eram eles a descolonização e a liquidação do antigo regime.Quanto à descolonização havia trunfos para a realizar em boa ordem e coma vantagem para ambas as partes: o exército português não fora batido emcampode batalha; não havia ódio generalizado das populações nativas contra os colonos; os chefes dos movimentos de guerrilha eram em grande partehomens de cultura portuguesa; havia uma doutrina, a exposta no livro Portugal eo Futuro do general Spínola, que tivera a aceitação nacional, e poderiaservirde ponto de partida para uma base maleável de negociações. Aspossibilidadeseram ou um acordo entre as duas partes, ou, no caso de este não se concretizar, uma retirada em boa ordem, isto é, escalonada e honrosa.Todavia, o acordo não se realizou, e retirada não houve, mas sim uma debandada em pânico, um salve-se-quem-puder. Os militares portugueses,sem nenhum motivo para isso, fugiram como pardais, largando armas e calçado, abandonando os portugueses e africanos que confiavam neles. Foi a maior vergonha de que há memória desde Alcácer Quibir. Pelo que agora seconhece, este comportamento inesquecível e inqualificável deve-se a duas causas.Uma foi que o PCP, infiltrado no exército, não estava interessadonum acordo nem numa retirada em ordem, mas num colapso imediato quefizesse cair esta parte da África na zona soviética. O essencial era não dartempo de resposta às potências ocidentais. De facto, o que aconteceu nasantigas colónias portuguesas insere-se na estratégia africana da URSS, como os acontecimentos subsequentes vieram mostrar. Outra causa foi adesintegração da hierarquia militar a que a insurreição dos capitães deu início e que oMFA explorou ao máximo, quer por cálculo partidário, quer por demagogia, para recrutar adeptos no interior das Forças Armadas. Era natural que os capitães quisessem voltar depressa para casa. Os agentes do MFAexploraram ederam cobertura ideológica a esse instinto das tripas, justificaram honrosamente a cobardia que se lhe seguiu. Um bando de lebres espantadas recebeu o nome respeitável de «revolucionários». E nisso foram ajudadospor homens políticos altamente responsáveis, que lançaram palavras de ordemde capitulação e desmobilização num momento em que era indispensável mantera coesão e o moral do exército para que a retirada em ordem ou o acordofossempossíveis. A operação militar mais difícil é a retirada; exige em grau elevadíssimo o moral da tropa. Neste caso a tropa foi atraiçoada pelo seupróprio comando e por um certo número de políticos inconscientes ou fanáticos, e em qualquer caso destituídos de sentimento nacional. Não éao soldadinho que se deve imputar esta fuga vergonhosa, mas dos que desorganizaram conscientemente a cadeia de comando, aos que lançaram palavras de ordem que nas circunstâncias do momento eram puramente criminosas.Isto quanto à descolonização, que na realidade não houve. O outroproblema era da liquidação do regime deposto. Os políticos aceitaram e aplaudirama insurreição dos capitães, que vinha derrubar um governo, que segundoeles, era um pântano de corrupção e que se mantinha graças ao terror policial: impunha-se, portanto, fazer o seu julgamento, determinar as responsabilidades, discriminar entre o são e o podre, para que a nação pudesse começar uma vida nova. Julgamento dentro das normas justas,segundo um critério rigoroso e valores definidos.Quanto aos escândalos da corrupção, de que tanto se falava, o julgamento simplesmente não foi feito. O povo português ficou sem saber se asacusaçõesque se faziam nos comícios e nos jornais correspondiam a factos ou eram simplesmente atoardas. O princípio da corrupção não foi responsavelmente denunciado, nem na consciência pública se instituiu o seu repúdio. Não admira por isso que alguns homens políticos se sentissem encorajados a seguir pelo mesmo caminho, como se a corrupção impune tivesse tido a consagração oficial. Em qualquer caso já hoje não é possível fazer a condenação dos escândalos do antigo regime, porque outras talvez pioresos vieram desculpar.Quanto ao terror policial, estabeleceu-se uma confusão total.Durante longos meses, esperou-se uma lei que permitisse levar a tribunala PIDE-DGS. Ela chegou, enfim, quando uma parte dos eventuais acusadostinha desaparecido e estabelecia um número surpreendentemente longo deatenuantes,que se aplicavam praticamente a todos os casos. A maior parte dosjulgados saiu em liberdade. O público não chegou a saber, claramente; as responsabilidades que cabiam a cada um. Nem os acusadores ficaram livresda suspeita de conluio com os acusados, antes e depois do 25 de Abril.Havia, também, um malefício imputado ao antigo regímen, que era o doscrimesde guerra, cometidos nas operações militares do Ultramar. Sobre isto lançou-se um véu de esquecimento. As Forças Armadas Portuguesas foramalvo de suspeitas que ninguém quis esclarecer e que, por isso, setransformaram em pensamentos recalcados. Em resumo, não se fez a liquidação do antigo regímen, como não se fez a descolonização. Uns homens substituíramoutros, quando os homens não substituíram os mesmos; a um regímen onopartidário substituiu-se um regímen pluripartidário. Mas não se estabeleceu uma fronteira entre o passado e o presente. Os nossos homens públicos contentaram-se com uma figura de retórica: «a longa noite fascista». Com estes começos e undamentos, falta ao regime que nasceu do 25 de Abril um mínimo de credibilidade moral. A cobardia, a traição, airresponsabilidade, a confusão, foram as taras que presidiram ao seu parto e, com esses fundamentos, nada é possível edificar. O actual estado de coisas, em Portugal, nasceu podre nas suas raízes. Herdou todos os podres daanterior; mais a vergonha da deserção. E com este começo tudo foi possível depois, como num exército em debandada: vieram as passagens administrativas, sob capa de democratização do ensino; vieram «saneamentos» oportunistas e iníquios, a substituir o julgamento das responsabilidades; vieram osbandos militares, resultado da traição do comando, no campo das operações;vieram os contrabandistas e os falsificadores de moeda em lugares de confiança política ou administrativa; veio o compadrio quase declarado, nospartidos eno Governo; veio o controlo da Imprensa e da Radiotelevisão, pelo Governoe pelos partidos, depois de se ter declarado a abolição da censura; veio a impossibilidade de se distinguir o interesse geral dos interesses dosgruposde pressão, chamados partidos, a impossibilidade de esclarecer umcritério que joeirasse os patriotas e os oportunistas, a verdade e a mentira; veioo considerar-se o endividamento como um meio honesto de viver. Os cravos do25de Abril, que muitos, candidamente, tomaram por símbolo de uma primavera,fanaram-se sobre um monte de esterco.Ao contrário das esperanças de alguns, não se começou vida nova, mas rasgou-se um véu que encubra uma realidade insuportável. Para começar, escreveu-se na nossa história uma página ignominiosa de cobardia eirresponsabilidade, página que, se não for resgatada, anula, por si sótodoo heroísmo e altura moral que possa ter havido noutros momentos da nossa história e que nos classifica como um bando de rufias indignos do nome denação. Está escrita e não pode ser arrancada do livro. É preciso lê-lacom lágrimas de raiva e tirar dela as conclusões, por mais que nos custe.Começapor aí o nosso resgate. Portugal está hipotecado por esse débito moral, enquanto não demonstrar que não é aquilo que o 25 de Abril revelou. As nossas dificuldades presentes, que vão agravar-se no futuro próximo, merecemo-las, moralmente Mas elas são uma prova e uma oportunidade. Se formos capazes do sacrifício necessário para as superar, então poderemos considerar-nos desipotecados e dignos do nome de povo livre e de nação independente.
António José Saraiva

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Sessão Cultural de Inauguração da Exposição de Artes Plásticas “ Arte no Feminino”.

Estiveram presentes os seguintes grupos:



Os Pequenos Violinos



Grupo de dança Matalana



Coro da Escola

7 de Abril – Dia da Mulher Moçambicana

A Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa tem a honra e o prazer de apresentar a exposição Colectiva de Artes Plásticas “ Arte no Feminino” , que conta com obras de pinturas de oito mulheres de Moçambique.

A ideia que ora se concretiza enquadra-se nos objectivos magnos que norteiam esta instituição Educativa, promovendo uma formação abrangente em múltiplos domínios, no sentido de dotar os nossos alunos de competências pluridimensionais nas vertentes cientificas e técnica, moral e ética, e, artística.

A educação artística assume, portanto, um papel chave, no exercício de uma pedagogia globalizante, para aprender a ser-se Cidadão, proporcionando uma formação mais rica, responsável e autónoma.

Esta exposição, que abrimos aos olhos de todos quantos convivem diariamente na EPM-CELP, atravessa o espaço e o tempo.
A dimensão espacial é simbolizada na diversidade cromática e “ estilística” que traduz as identidades individuais.
A dimensão temporal esta na experiência artística e no renome nacional e internacional de umas, complementando-se com horizontes artísticos em crescimento, de outras.

“ Arte no feminino” lembra assim as mulheres, todas as mulheres, que no dia a dia constroem o futuro de Moçambique.

Algumas das obras expostas:


Vania Lemos - s título, 82 x 73 colagem, 2004




Cármen Muianga - s titulo, colagem, 84 x 60 2005

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Equamat 8º e 9º EPM-CELP


No próximo dia 06 de Abril, na EPM-CELP bravos e valorosos jovens, bater-se-ão entre si, utilizando armas de destruição massiva (esperemos que a CIA não veja este blogue!), para saberem quem serão os felizes contemplados, não a ganhar uma coroa de louros (os Gregos e os Romanos eram mesmo uns líricos!), mas um prémio bem mais apetecível - uma semana de intensa loucura em Portugal, a esgrimir teoremas, conjecturas, axiomas, proposições, enfim uma panóplia de maravilhas (ao nível das outras sete, quase que me atreveria a dizer), para que demonstrem em Maio, entre mais de quatro mil alunos o orgulho de ser um aluno da EPM!
Para quem ainda não percebeu nada, estou a falar-vos do torneio matemático on-line que envolverá os alunos dos 8º e 9 º anos de escolaridade, que decorrerá no último dia de aulas do 2º período, 06 de Abril e que apurará os representantes da EPM-CELP na final do Equamat a decorrer no dia 03 de Maio, no "Coliseu" do campus universitário da Universidade de Aveiro.
A todos os que vão tentar a sua Sorte, faço votos de que tenham delineado a melhor estratégia de combate, tal e como o Songuku e seus comparsas faziam. Aproveitando a deixa, apelo a todos para que não percam o próximo episódio, porque nós também não!

Processo de destilação simples.



nota: click na imagem para a ver no tamanho original!