domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cinema em Moçambique

Alunos do Secundário da EPM-CELP desenvolvem trabalho na disciplina de Área Projecto cujo o objectivo é a divulgação do cinema em Moçambique.

Consulte o desenvolvimento deste projecto em:

Cinema em Moçambique

Imagens inéditas do leopardo nebuloso de Sundaland no seu habitat natural foram divulgadas

Foram divulgadas pela primeira vez imagens de um leopardo nebuloso de Sundaland no seu habitat natural. Este tipo de leopardo, qualificado há três anos como uma nova espécie de felino de grande porte, é um dos menos conhecidos e foi filmado por um grupo de cientistas que trabalha na Reserva Florestal de Dermakot, na Malásia.

Os pormenores desta “descoberta” foram publicados na última edição da publicação Cat News, pertencente ao Grupo Especializado em Felinos da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

As imagens foram capturadas no âmbito de um projecto liderado por Andreas Wilting e que avalia o impacto das mudanças na floresta de Bornéu nos animais carnívoros que vivem no local. Neste sentido, os investigadores colocaram uma rede de câmaras na floresta que fotografam automaticamente os animais que passam e realizam também investigações regulares durante a noite.

Numa dessas investigações encontraram um leopardo nebuloso de Sundaland numa estrada, o que os surpreendeu, visto que nos primeiros onze meses deste projecto não tinham encontrado nenhum animal desta nova espécie durante as suas incursões nocturnas.

“Todos os membros da nossa equipa ficaram muito surpreendidos quando este leopardo nebuloso foi encontrado", referiu Andreas Wilting, acrescentando que “foi até surpreendente que o animal não tivesse ficado com medo da luz ou do ruído do veículo”, na medida em que o felino ficou por mais de cinco minutos a andar em volta do carro, algo que não acontece com a maioria dos animais, que ficam com medo e fogem depois de encontrados.

Leopardos nebulosos de Sundaland já tinham sido filmados em cativeiro, contudo nunca tinham sido divulgadas imagens deste animal no seu habitat natural

Parque Marinho Professor Luiz Saldanha é «hot spot» de biodiversidade

Ascende a 220 o número de espécies recentemente registadas no Parque Marinho Professor Luiz Saldanha (Arrábida) pelo projecto Biomares.

Neste Ano Internacional de Biodiversidade, este programa coordenado pelo Centro de Ciências do Mar do Algarve (Universidade do Algarve), continua a revelar a riqueza desta região.

Desde o seu início, em 2007, já foi possível registar 1320 espécies até agora desconhecidas no local.

O acréscimo agora anunciado inclui 37 espécies de peixes, 21 de crustáceos, o mesmo número de bivalves, 76 espécies de poliquetas e quatro de equinodermes.

Das espécies de peixes, 11 são elasmobrânquios, grupo que inclui os tubarões e raias e cujas características biológicas que os tornam particularmente vulneráveis à sobrepesca.

Duas das espécies que constam nos novos registos, o cação-liso (Mustelus mustelus) e o cação-perna-de-moça (Galeorhinus galeus) estão mencionados na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas do IUCN (International Union for Conservation of Nature) com o estatuto de «Vulneráveis».

O projecto Biomares (BIOMARES - LIFE06 NAT P 192 - Restoration and Management of Biodiversity in the Marine Park Site Arrábida - Espichel) tem desenvolvido diversas actividades que visam a recuperação e gestão da biodiversidade no Parque Marinho Luiz Saldanha.

Esta zona costeira, integrada no Parque Natural da Arrábida, está hoje sob diversas medidas de protecção devido à sua riqueza ecológica.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

3 de Fevereiro

Heróis…

O dia 3 de Fevereiro, feriado em Moçambique, é um dia criado por decreto que pretende honrar os heróis moçambicanos, infelizmente, quase sempre são destacados os heróis que estiveram presentes na luta pela Libertação Nacional…

Estes heróis são permanentemente homenageados uma vez que os seus nomes estão presentes na toponímia de Moçambique, os seus vultos estão representados em esculturas diversas, e até em praças, como é o caso da Praça dos Heróis, os nomes mais sonantes são sem sombra de dúvida, o de Eduardo Modlane, Josina Machel, Francisco Manyanga, Marcos Mabote e Samora Machel.

A palavra herói teve origem na Grécia Antiga, servia para designar o fruto da união entre um mortal e um deus, veja-se o exemplo de Herácles, filho de Zeus e de Alcmena, portador de uma força fora de normal, de feitos que serviram para inspirar a coragem e os valores ao longo de várias gerações.

Na actualidade, a semelhança da Antiguidade Clássica grega, a sociedade continua a ser inspirada por indivíduos que se destacam por acções exemplares dignas de um grande humanismo. Estes Heróis ou Heroínas deixam de lado o seu próprio bem-estar numa procura incansável pelo bem comum. Nem sempre são reconhecidos oficialmente mas, sem sombra de qualquer dúvida, têm um papel importante na sociedade uma vez que são autênticos motores que fazem andar o caminho da mudança.

Um exemplo de heroísmo está personificado na pessoa de Alice Mabota, a qual tive oportunidade de conhecer numa palestra sobre os Direitos Humanos que teve lugar nesta escola. Não consigo deixar de pensar no impacto desta cidadã que, com os seus actos e a semelhança dos heróis gregos, modelos para as gerações vindouras, tem melhorado a vida de vários indivíduos promovendo o respeito dos direitos fundamentais inerentes ao Ser Humano, criando um efeito de «bola de neve» que será fundamental para a diminuição das injustiças sociais na sociedade moçambicana.

Não se trata de desvalorizar o papel dos heróis estabelecidos oficialmente mas de reconhecer os actos heróicos de pessoas que estão presentes no nosso dia-a-dia deixando que estes mesmos exemplos nos influenciem na procura de um mundo que nunca será perfeito mas que estará mais perto de ser um mundo melhor.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Escola Portuguesa comemorou 10 anos

Uma instituição de referência em Moçambique, a Escola Portuguesa de Maputo comemora sexta-feira 10 anos de olhos postos num futuro com mais infra-estruturas, mais alunos e ainda melhor aproveitamento.

Situada numa zona da capital moçambicana perto do mar, a Escola Portuguesa é um grande complexo de ensino que comporta 1.310 alunos e 108 professores, além de mais de 80 trabalhadores administrativos e auxiliares.

Tida como uma instituição de referência em Maputo, a escola é dirigida por Dina Trigo de Mira, que quer a curto prazo cobrir o campo de jogos e construir um refeitório, como explica à Agência Lusa.

Criada ao abrigo do acordo de cooperação entre Portugal e Moçambique assinado em 1995 e revisto em 2008 (ratificado este mês pelo Governo moçambicano) e inaugurada em Novembro de 1999, a Escola Portuguesa recebe 2,3 milhões de euros do Orçamento de Estado de Portugal e obtém mais 1,4 milhões de receitas próprias.

“Não há obrigatoriedade de uma escola que depende do Ministério da Educação (de Portugal) ser gratuita. O Orçamento Geral do Estado paga parte dos vencimentos, mas tudo o resto vem de proventos próprios”, explica a directora à Lusa.

Apesar de ser uma escola paga, adiantou que praticamente está cheia e que “este ano já houve alguma dificuldade no primeiro ciclo, com um ou outro aluno que não conseguiu entrar”.

“Tem havido um aumento da procura e vai chegar uma altura em que há um limite”, diz Dina Trigo de Mira, orgulhosa de uma escola considerada de referência, onde os alunos “se sentem bem”.

Com espaços verdes e iniciativas a decorrer todos os dias, a Escola Portuguesa diferencia-se das escolas públicas de Maputo, onde cada turma tem o dobro ou o triplo dos alunos.

Na escola convivem diariamente 21 nacionalidades. “O número de alunos de origem portuguesa e moçambicana está muito equilibrado, depois surge a brasileira, inglesa, alemã…”

“É uma mais valia da escola, um espaço com variadíssimas crenças e religiões, e todos aqui se respeitam, quebrando preconceitos relativamente ao conhecimento do outro. É como se uma parte do mundo estivesse aqui. Todos falam a mesma língua, todos se respeitam”, diz Dina Trigo de Mira.

As crianças entre os três e os 17 anos seguem o currículo português com algumas adaptações a Moçambique, por exemplo na disciplina de História (onde aparece mais a História de Moçambique do que nas escolas em Portugal).

Com a dança, o judo, o xadrez ou a natação no currículo da Escola, há ainda aulas, facultativas, de violino, piano ou viola ou até um jornal feito pelos alunos, edição de livros e a formação de professores, segundo um acordo de cooperação com o Governo de Moçambique.

Quando em Moçambique se debate a assustadora percentagem de reprovações nas escolas públicas, Dina Trigo de Mira não fala de percentagens na Escola Portuguesa. Mas garante que uma das metas é melhorar o desempenho escolar.

No último ranking divulgado pela Agência Lusa em Outubro, a Escola portuguesa de Maputo, com uma média de 10,51, ocupava o lugar 356 entre mais de 600 escolas nacionais, públicas e privadas.
Entre os estabelecimentos de ensino portugueses no estrangeiro, a de Maputo está no segundo lugar, depois de Macau.

Agência Lusa

sábado, 3 de outubro de 2009

2º Edição Prémio Drº Pedro Matos

" Ex.mo(a) Sr(a). O Instituto Politécnico de Leiria vem por este meio divulgar a abertura da 2ª edição do Prémio Doutor Pedro Matos, cujo objectivo principal é fomentar a criatividade e o interesse pela Matemática e suas aplicações, bem como despontar novos jovens talentos.

Podem candidatar-se ao Prémio estudantes do ensino secundário, individualmente ou em grupo (com o máximo de 3 estudantes). Do grupo pode ainda fazer parte um professor do ensino secundário, ao qual caberá o papel de orientador.

O Prémio Doutor Pedro Matos distingue os três melhores trabalhos originais na área da Matemática; nesta 2ª edição, o tema é a Geometria. Todas as informações relativas à execução do trabalho e posterior candidatura encontram-se descritas na página Web do prémio: http://www.premiopedromatos.ipleiria.pt/.

De salientar que para concorrer é obrigatório o preenchimento de uma pré-inscrição on-line até ao dia 31 de Março de 2010 e que a entrega dos trabalhos deverá ser feita até 14 de Maio de 2010. Tendo em conta os objectivos descritos e ainda o interesse e benefício que os alunos poderão ter com os prémios atribuídos, solicitamos que divulgue o conteúdo desta mensagem a possíveis interessados".
Os interessados podem consultar o Regulamento Aqui.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Acordo Geral de Paz

Comemora-se a 4 de Outubro de 2009 a passagem do 17º aniversário do Acordo Geral de Paz ( AGP ), entre a FRELIMO e a RENAMO, mediados pelos italianos da Comunidade de Santo Egídio, que pôs fim à Guerra Civil, que assolou Moçambique durante 16 anos.
A Biblioteca Escolar José Craveirinha quis associar-se a este dia, promovendo uma actividade sobre a PAZ, em que os alunos de vários níveis de ensino foram convidados a escrever pensamentos seus sobre o que é para eles a PAZ e a expô-los em pombas recortadas em papel que, em mobiles, caiem do tecto da BE.

Esta exposição de “pombas” está patente na Biblioteca para quem a quiser visitar e, ao mesmo tempo, parar e, também, pensar sobre este tema, que nos é tão caro e anda tão mal tratado no Mundo.

O Coordenador da BE

Jorge Pereira

terça-feira, 29 de setembro de 2009

No tempo em que os animais falavam




O Dia Mundial do Animal chega mais cedo à EPM-CELP

Dia 4 de Outubro celebra-se o Dia Mundial do Animal. Festa é festa, e a Biblioteca José Craveirinha resolveu preparar uma surpresa para todos!
No tempo em que os animais falavam é a denominação desta performance de contos da narradora oral Tânia Silva.
Abordando o imaginário que envolve todo os animais, desde o mais pacato até ao mais selvagem, as histórias viajarão por diversas culturas: portuguesa, brasileira e quiçá africana.
Sendo "os bichos" as personagens principais.


Ficha Técnica e Artística:
Concepção, Criação, Narração e Direcção Tânia Silva
Iluminação Recursos humanos locais
Ambiente Sonoro Sonoplastia Tânia Silva/ Recursos humanos locais
Produção Laboratório das Letras
Público-Alvo Turmas do 5º ano de escolaridade da EPM-CELP

Local- Biblioteca José Craveirinha
Data e Hora -Dia 2 de Outubro
1ª Sessão: 8:30h-9:25h
2ª Sessão: 9:25h-10: 10h
Bilheteira- Entrada Livre

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

25 de Setembro de 1964 – Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional



Completam-se hoje quarenta e cinco anos sobre os acontecimentos que marcaram o início da guerra que, em Moçambique, pôs em confronto as Forças Armadas Portuguesas e a FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique).
Achamos importante começar por lembrar o contexto histórico que conduziu a esse período tão conturbado, para os povos português e moçambicano.
Com o fim da 2ª Guerra Mundial e a aprovação da Carta das Nações Unidas, as várias potências coloniais europeias encetaram, de forma mais ou menos pacífica, a via da negociação e da transferência de poderes – foi o início do processo de descolonização.
Em Portugal, o Estado Novo de Salazar viu-se obrigado a rever a sua política colonial, o que resultou num conjunto de reformas que acabaram por não ter grande impacto em Moçambique. Na prática, visavam, sobretudo, atenuar as pressões internacionais e calar as vozes que, tanto em Portugal como em Moçambique (e outras colónias), exigiam uma solução para a questão colonial. Salazar, apesar das várias pressões, conseguiu manter uma política isolacionista, profundamente centralizadora e integracionista.
Por toda a África crescia, desde o início da década de cinquenta, o clima anti-colonial. Em Moçambique e outros países africanos, assim como em Portugal e França, formaram-se várias associações de moçambicanos, geralmente ao redor dos mais escolarizados, que exerciam uma grande influência sobre a juventude e grupos socioprofissionais. Da congregação dessas associações surgiu a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), fundada em 25 de Junho de 1962 sob a presidência de Eduardo Mondlane.
A 25 de Setembro de 1962 realizou-se o I Congresso da FRELIMO, que estabeleceu a unidade política e defendeu o princípio da luta armada como a única via possível para alcançar a independência (tentativas anteriores, com base no diálogo, haviam falhado).
Seguiu-se um período de preparação para o desencadear da luta, que incidiu em quatro vertentes - educação, divulgação, diplomacia e preparação político-militar.
Com vista à educação dos quadros, em 1963 foi criado, em Dar-es-Salaam, o Instituto Moçambicano (escola secundária) para acolher os jovens que aí chegavam, muitos deles em fugas organizadas pelo NESAM (Núcleo dos Estudantes Secundários Africanos de Moçambique). Outros foram colocados no exterior com bolsas de estudo.
Para a divulgação dos objectivos da Frente, foram criados centros no Cairo, Argel e Lusaka. Ainda em 1963, a FRELIMO criou em Dar-es-Salaam o Boletim Informativo (mudou o nome para Boletim Nacional, em Outubro de 1964, e para Voz da Revolução, em Junho de 1965).
A nível da diplomacia, Eduardo Mondlane visitou a União Soviética e a China, ainda em 1963.
Por fim, quanto à preparação político-militar, em Janeiro desse preenchido ano, seguiu para a Argélia o primeiro contingente de moçambicanos, recrutados, sobretudo, nas plantações de sisal da Tanzânia. Este grupo, constituído por 50 homens, foi chefiado por Filipe Samuel Magaia. Em meados desse mesmo ano, seguiu um segundo grupo, oriundo do interior, chefiado por Samora Machel. Em Maio de 1963, foram enviados pequenos grupos para a URSS e China, com vista a receberem formação militar. Com o regresso do primeiro grupo, em finais de 1963, foram criados campos de treino na Tanzânia.
Esta intensa preparação político militar levou ao desencadear da Luta Armada de Libertação Nacional, a 25 de Setembro de 1964, com o ataque, dirigido por Alberto Joaquim Chipande, ao Posto Administrativo de Chai, na província setentrional de Cabo Delgado, acompanhado de uma proclamação solene de desencadeamento da guerra. Os 250 guerrilheiros do início da guerra transformaram-se rapidamente em vários milhares, como comprovam fontes militares portuguesas referentes a 1967.
A guerra colonial / luta de libertação nacional acabou em 1974, altura do golpe do 25 de Abril em Portugal, que abriu um período de transição e culminou na independência de Moçambique, a 25 de Junho de 1975.


O Grupo Disciplinar de História

sábado, 19 de setembro de 2009

X Aniversário da EPM-CELP – 28 de Novembro de 2009

No próximo dia 28 de Novembro a escola vai celebrar o seu décimo aniversário com uma festa, que gostaríamos que fosse para todos e de todos. Por isso queremos saber as vossas expectativas relativamente a sua concepção.

Que tipo de festa deve ser esta?
O que se deve manter?
O que se deve mudar?
Deve haver venda de castanhas?
Que tipo de eventos gostava de assistir?
- Espectáculo
- Desporto
- Venda de artesanato e livros
- Outras-quais?

Deixe a sua sugestão.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Workshop "A Arte de Contar Histórias"| 21, 22, 23 e 30 de Setembro de 2009 na EPM-CELP


Contar histórias é uma arte milenar, uma arte performativa muito complexa: exige-nos competências linguísticas e paralinguísticas; uma destreza teatral e sensibilidade humana que ultrapassa qualquer fronteira linguística.
Todos os professores são grandes contadores de histórias.
O Centro de Formação da EPM-CELP vai promover um workshop sobre a arte de contar histórias nos próximos dias 21, 22, 23 2 30 de Setembro em horário pós-laboral.
Os conteúdos passam por abordar os tipos de contos e os tipos de contadores de histórias até aos tipos de estratégias a usar: livros de imagem; objectos; tapetes até aos elementos de identidade do contador de histórias: a apresentação pessoal. Outros conteúdos a trabalhar nas sessões serão:
A voz.
A expressão corporal.
O olhar.
Preparação de uma sessão de contos.
“Ler não é contar.”
“O contador não é um actor”.
Narração e Espectáculo.
Nota- Todo o workshop terá carácter bastante prático, pelo que os participantes devem levar roupa e calçado confortável.
Boa sessão de trabalho!
E esperemos que os formandos enquadrem o futuro Núcleo de Contadores Residentes da EPM-CELP!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Até Sempre EPM-CELP

Eis que de súbito me vejo, por razões pessoais e familiares, a abandonar Moçambique e aquilo que ele tem de melhor - a EPM-CELP. De facto, é já com alguma nostalgia que deixo uma casa em que fui por todos muito bem acolhido. Aqui, nestes dois últimos anos, cresci e evoluí pessoal e profissionalmente a ponto das aprendizagens e experiências terem moldado de forma indelével a minha personalidade e cosmovisão.
A EPM-CELP é inquestionavelmente uma escola de excelência em muitos aspectos - o seu ambiente cosmopolita, as suas excelentes instalações e equipamentos, as óptimas condições de trabalho que são oferecidas aos seus funcionários, o clima de hospitalidade e cordialidade permanente, o dinamismo quotidiano das suas actividades curriculares e extra-curriculares, fazem desta uma escola de excepção.
Agradeço a todos com quem convivi o facto de me terem proporcionado esse enriquecimento pessoal e profissional - Direcção Pedagógica, colegas, funcionários e alunos. Não obstante, aqui fica uma menção especial aos colegas de grupo - ao Nuno Domingues; à Maria Manuel Seno; ao Lázaro Impuia; ao Jorge e Piedade Pereira, à Luísa Antunes e ao, já ido, Francisco Mascarenhas -foram sempre solícitos, cordiais e solidários. Referência também à Equipa do Jornal Pátio das Laranjeiras - Estela Pinheiro, Judite Santos e Fulgêncio Samo - sempre empenhados e pacientes.
A finalizar alusão a quatro grandes amigos que deixo na EPM-CELP: o Jeremias Correia, grande responsável pelo meu ingresso na instituição e a quem gabo a inteligência e sentido de humor; o Alexandre Areias, a quem agradeço a solidariedade permanente e a sua natureza genuinamente transmontana; o Nuno Adão, a quem louvo a capacidade de pensar e dizer o que os outros hipocritamente escondem; e o Manuel Rocha que se destaca pela bonomia e permanente disponibilidade para ajudar o próximo.
A todos os que «fazem» a EPM-CELP desejo os melhores sucessos pessoais e profissionais e que continuem, por muitos anos, a sua valorosa missão em prol da educação e da difusão da cultura e língua portuguesas.
Aos alunos e encarregados de educação dou o meu testemunho pessoal de que a EPM-CELP é uma escola propiciadora de um ambiente ideal para o crescimento dos seus educandos e que deve ser apoiada e valorizada sem reservas.
Até sempre EPM-CELP
Rodrigo Borges

sexta-feira, 12 de junho de 2009

FESTA DO DIA 13 DE JUNHO: COMUNICAÇÃO DO CONSULADO DE PORTUGAL SOBRE A COMEMORAÇÃO DO DIA DE PORTUGAL PELA COMUNIDADE PORTUGUESA

É com gosto que comunico à comunidade portuguesa residente que a nossa Festa - para comemorar o Dia de Portugal e das Comunidades portuguesas - a ter lugar no 13 de Junho na Escola Portuguesa, só se enriqueceu desde a altura em que a ideia surgiu e começou a ser posta em prática. A traduzir que quando se mete mãos à obra, a obra floresce.
Esperamos um dia cheio de actividades, contactos e confiança no nosso país e no seu futuro, que seja, ao mesmo tempo, um reflexo do bom entrosamento da comunidade portuguesa em Moçambique, este belo país anfitrião.
Como referi em mensagem anterior, teremos representadas, e abertas à interacção com todos, âncoras da presença portuguesa neste país, quer sejam instituições como empresas, como pessoas. Teremos um palco a funcionar sem intervalos até 20 horas. Para os mais pequenos também teremos um concurso de pintura de azulejos, computadores Magalhães e possivelmente um espaço de jogos tradicionais, além dos matraquilhos (com mesas mais pequenas).
Poderemos ver 4 exposições - às anteriormente mencionadas acresce uma outra sobre a recuperação da Fortaleza da Ilha de Moçambique, está a ser feita aliás por uma empresa portuguesa. em cooperação como Sr. Arquitecto Forjaz. E a de pintura e escultura, designada Intersecções, terá entre outros quadros do Mestre Malangatana, e dos pintores Chichorro, Sitoe e Dito entre outros. E uma grande feira do Livro em português
Prevemos um Espaço com desportos Radicais, assessorado pelos militares portugueses. E aproveitando coincidências, poderemos ter o privilégio de assistir a uma passagem de modelos, onde desfilarão criações de estilistas portugueses de renome, incluindo de roupa para criança, a par com criações de uma estilista moçambicana.
Há um repto lançado que todos ganharíamos em que fosse aceite - que é o de a comunidade fazer sobremesas portuguesas que seriam servidas nesse dia. Pode levá-las consigo para a Escola portuguesa quando decidir ir à Festa, depositando-as na cantina (de preferência antes das 12 horas). E também poderá, mas isso não é obrigatório, candidatar-se ao concurso de sobremesas - quem sabe se depois não se edita um livro sobre as sobremesas feitas pela comunidade no 10 de Junho de 2009? Incentivo todos a participarem nesta obra colectiva. E, se assim o quizerem, mesmo que a sobremesa não vá a concurso, identificarem quem a produziu. Envio assim em anexo, para relembrar, o regulamento do Concurso. Para além do Dr. Carlos Pinto, pertencem também ao júri o responsável pelo restaurante Zambi e o Chefe Graça (de Moçambique).
Haverá balões verdes e vermelhos para as crianças encantarem o ambiente. Também camisolas do dia (pretas) embelezadas com o logo do 10 de Junho deste ano que é particularmente bonito. E quem sabe outras surpresas.
Chamo a atenção para que a entrada no recinto - que é aberta a todos os portugueses - carece, por motivos de segurança, da exibição de um documento de identificação. E são possíveis convidados de outras nacionalidades desde que, antes da festa, sejam requisitados junto do Consulado os respectivos convites, a serem obrigatoriamente exibidos à entrada.
Não teria sido possível organizar esta Festa sem o entusiasmado que suscitou entre as empresas portuguesas e o respectivo patrocínio. Mas também junto de empresas moçambicanas - a lista dos patrocinadores está em 45, número que continua a crescer.
A Festa dura todo o dia (está previsto abrir os portões às 11,30 horas- hora que no entanto ainda carece de confirmação - enviarei mensagem com a decisão final a este respeito). E as actividades que decorrem no palco também - segue em anexo um programa tentativo do tempos de actuação no palco, para sua orientação, programa que no entanto está ainda naturalmenjte sujeito a alterações pelo que o melhor será lá estar o tempo todo ....para não perder nada.
Haverá naturalmente comida portuguesa regional, incluindo sardinhas e pratos regionais, incluindo da Ilha da Madeira.
Agora só precisa de vir, com a família e os amigos, para que possamos transformar este dia num dia de que nos orgulhemos.
Para a montagem, e no próprio dia, aceitamos colaboração voluntária dos portugueses que estejam disponíveis para o efeito - se puder ou estiver interessado nesta colaboração agradecia que enviasse um email para

ana.pires@maputo.dgaccp.pt

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Com as minhas saudações
Graça Gonçalves Pereira
Cônsul Geral

terça-feira, 9 de junho de 2009

29 de Maio - Em busca dos Astros



Em Busca dos Astros - 29 de Maio de 2009






Foi no passado dia 29 de Maio, que alunos da EPM-CELP, do 4º e 7º ano pernoitaram no recinto escolar.

A Actividade contou com a presença de alguns professores bem como de dois apaixonados pelos astros.
Teve como principais objectivos:
  • Partilhar espaços fora das rotinas diárias, quer familiares quer escolares;
  • Partilhar tempos fora das rotinas diárias, quer familiares quer escolares;
  • Criar autonomia e auto-confiança;
  • Desenvolver o espírito de inter-ajuda;
  • Haver uma interacção mais próxima entre os alunos e os professores fora do contexto de sala de aula;
  • Participar em jogos de equipas, com espírito desportivo;
  • Desenvolver a tolerância com os outros, reconhecendo os direitos de cada um;
  • Participar em actividades lúdicas de investigação e descoberta;
  • Utilizar processos científicos na realização de actividades experimentais;







Com inicio marcado para as 18 horas deste dia, foi seguido o seguinte programa:





Recepção aos alunos junto da “Via Láctea” (Parque das Laranjeiras)

  1. Arrumação dos sacos cama e mochilas nos lugares destinados
  2. Dramatização de uma peca pelos alunos do 7o ano
  3. Jantar


  4. Chegada do “Astronauta” com a mensagem para os alunos do 4o ano




  5. Mensagem – Direcção da EMP/CELP



  6. Pequeno momento de musica e poesia



  7. Observação do céu através dos telescópios






  8. Jogos
  9. Apresentação do vídeo Curiosidades do Espaço
  10. Encerramento das actividades

Foi uma experiência única e, que esperemos, significativa para alunos e professores.





João Carolino






sexta-feira, 5 de junho de 2009

Encerramento das XIII Jornadas de Formação

Chegaram ao fim as XIII Jornadas de Formação para professores e técnicos do Sistema Educativo Moçambicano, que decorreram nos dias 16, 23 e 30 de Maio, abrangendo variadas áreas da educação, desde Matemática, Informática, Educação Visual e Musical, Psicologia, entre outras. Estas jornadas foram programadas em função da avaliação feita pelos formandos nas XII Jornadas de Formação, realizadas em Fevereiro de 2009. Dos inquéritos aos formandos conclui-se que a avaliação global foi boa. No geral, os formandos acharam que as suas expectativas se tinham concretizado, que se sentiam mais valorizados profissionalmente e solicitaram o aprofundamento dos conteúdos.
As XIII Jornadas de Formação pretenderam dar resposta a esse desejo. Foi com enorme satisfação que a EPM abriu as portas aos professores do sistema de ensino moçambicano, tentando mais uma vez cooperar com as instituições do país de acolhimento, com a certeza que a intervenção directa junto do meio, como é o caso da formação dos professores moçambicanos em diversas vertentes, aumenta o seu saber e possibilita uma troca de experiências enriquecedora para ambas as partes. No seu discurso na cerimónia de encerramento, a Dra. Piedade Pereira, coordenadora do Centro de Formação, louvou a presença de todos os participantes e expressou a vontade de estreitar a ligação da EPM com as escolas moçambicanas:

"(...)achamos que existe a necessidade de uma maior interligação entre as escolas e o Centro de Formação da EPM-CELP, de forma a que as reais necessidades de formação sejam satisfeitas e que a avaliação dos formandos chegue a nós de forma a sabermos se a formação que está a ser dada tem ou não impacto no trabalho dos professores. Pensamos pois em desenvolver um processo de comunicação entre o Centro de Formação da EPM-CELP e as escolas de forma a poder avaliar o impacto dessa formação no desempenho didáctico dos professores na sala de aula. "A EPM zelou pelo profissionalismo que caracteriza estas jornadas e esclareceu que também é exigido aos formandos a mesma postura de empenho e dedicação, pois só assim a formação terá repercussões benéficas nas escolas moçambicanas:


"Outro aspecto que gostaríamos de referir é o vosso envolvimento na formação.Envolvimento implica assiduidade, pontualidade e responsabilidade. Será por estas razões que só vamos atribuir certificados aos formandos que assistiram a dois sábados completos e mais um meio-dia. Sendo os certificados agora creditados pelo Ministério da Educação de Moçambique exige-se uma maior seriedade na sua atribuição.(...) a valorização profissional e a dignificação da carreira docente só é possível se, com um certo espírito de missão, conseguirmos levar a nossa tarefa com responsabilidade, com profissionalismo e com vontade de aprender sempre e de melhorar sempre e mais o nosso desempenho para bem dos nossos alunos."

terça-feira, 2 de junho de 2009

Dilon Ndjindji


Palavras para quê? Um grande Senhor...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Baile de Finalistas 08/09

sexta-feira, 22 de maio de 2009

1

terça-feira, 28 de abril de 2009

EXPOSIÇÃO DE ARTE “MULHER, ROSTOS DE VIDA”

A Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa, teve a honra de apresentar a exposição Colectiva de Arte - “Mulher, Rostos de Vida”.
Partindo do pressuposto de que a educação do ser humano não deve ficar confinada aos espaços físicos das instituições educativas e, de acordo com um dos onjectivos desta instituição, que é o de promover uma formação abrangente e pluridimensional nos campos científicos, cultural, moral e ético e artistico, a EPM acolhe regularmente artistas dos vários domínios de expressão.
A educação artística tem um papel chave no exercício de uma pedagogia reflexiva, através da qual se forma o olhar como uma janela para o mundo e para a sociedade.
A ideia de organizar esta exposição, partiu de Mankew, que pretendeu mostrar, não só a sua experiência como artista, mas também, a sua experiência como “mestre” e fonte de inspiração de artistas em início de carreira.
“Mulher, Rostos de Vida”, é uma exposição que se enquadra nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, retratando o dia-a-dia daquelas que, com o seu labor, e numa dádiva constante de vida, constroem o futuro de Moçambique.