quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A Restauração da Independência - 1 de Dezembro de 1640

Alegoria à Restauração da Independência em 1640

Entronização de D.João IV, o duque de Braganga
Em 1578 morre D. Sebastião na aventura temerária de Alcácer Quibir, provocando uma crise dinástica no país. A entronização posterior do seu tio-avô, o Cardeal-Rei D. Henrique, não resolve a situação, limitando-se a adiar a questão para 1580.
Da disputa entre os candidatos ao trono português vai sair vencedor Filipe II, rei de Espanha, o qual, após Batalha de Alcântara, em que derrota militarmente o seu principal rival, D. António Prior do Crato, e a realização das Cortes de Tomar (1581), vê reconhecidos e oficialmente legitimados os seus direitos à coroa lusitana.
Nas ditas Cortes o novo rei jurou, implicando os seus sucessores, respeitar integralmente a independência nacional mantendo leis, liberdades e privilégios do povo português; nomeando apenas portugueses para os altos cargos político-administrativos em território nacional e nas suas colónias; preservando a língua portuguesa e a moeda nacional etc….
Estava assim consumada a União Dinástica, em que dois países, Portugal e Espanha, obedeciam ao mesmo rei. De 1581 a 1640, Portugal vive uma fase histórica que ficou denominada por período filipino.
Se durante o reinado de Filipe I (II de Espanha) esta união funcionou sem sobressaltos com evidentes benefícios para os portugueses (uma administração moderna e empenhada e a possibilidade de explorar o interior do território brasileiro, muito para além da delimitação de Tordesilhas, foram alguns deles), já nos reinados de Filipe II e Filipe III as disposições das Cortes de Tomar foram letra morta.
Com o tempo, a monarquia espanhola habituara-se a tratar Portugal como mais uma província de Espanha e a política centralizadora do Conde de Olivares assumia explicitamente o propósito de reduzir o estatuto de Portugal à sua condição regional.
Assim, os atropelos ao juramento de Tomar passaram a ser constantes: os principais cargos políticos e militares são ostensivamente entregues a nobres espanhóis; são lançados impostos com incidência também em Portugal (na sua maioria para custear as operações militares espanholas na Europa); o exército português é mobilizado para as guerras de Espanha e os inimigos desta atacam e assenhoreiam-se de algumas colónias portuguesas que se encontravam sem defesa eficaz.
O desgaste desta situação motivou a partir de 1610 frequentes protestos, motins e desobediências portuguesas ao governo castelhano.
Em 1640, no dia 1 de Dezembro, um punhado de 40 fidalgos deu expressão militar ao seu descontentamento, atacando pela alvorada o Paço da Ribeira, onde se acolhia a regente de Portugal, a duquesa de Mântua e os seus colaboradores, entre os quais o português Miguel de Vasconcelos que no episódio acabou por ser defenestrado, sendo deste modo uma das vítimas da ira dos revoltosos.
D. João, duque de Bragança, é então alçado à condição de Rei de Portugal, seguindo-se 28 anos de guerras pela independência efectiva face a Espanha. Em 1688, enredada numa multiplicidade de operações militares, desgastada financeira e politicamente, a coroa espanhola vê-se forçada a reconhecer o restabelecimento da independência portuguesa. Assim, o dia 1 de Dezembro é comemorado como feriado nacional, evocando aqueles que têm a coragem de defender os seus direitos contra um governo usurpador ou excessivamente autoritário. É a expressão da força e resistência de um povo que viu ameaçada a sua identidade, cultura e história. Por conseguinte, é uma data que merece ser lembrada.

O Grupo de História

sábado, 8 de novembro de 2008

Dia 10 de Novembro-Dia da Cidade de Maputo

Em mapas datadas de 1502, já fazia parte a baía do Espírito Santo, hoje chamada de Maputo, e a cidade herdou o seu nome de Lourenço Marques, o primeiro navegador a fazer um reconhecimento profundo em 1544. Nas suas aventuras este navegador e explorador estabeleceu contactos e acordos com chefes locais, que permitiram criar as bases de comércio e os fundamentos para a presença dos portugueses no sul de Moçambique.

O território era maioritariamente habitado por falantes da língua tsonga a quem os portugueses chamavam de landis. O reino Nyaka cuja influência se estendia de Inhaca ao rio Maputo, área de grande actividade comercial, constituia uma das principais unidades políticas de então.

Ao longo dos tempos e em particular no século XVIII, o território foi palco de lutas pelo controlo do comércio de marfim que assumiram três níveis:

- lutas entre reinos locais como Nyaka, Machavene e Tembe, com a vitória deste último. Assim, Tembe manteve a hegemonia sobre o território, até a segunda metade do século XVIII, altura que foi substituído por reino Mabuto /Maputo.

-lutas entre reinos locais e povos estrangeiros, nomeadamente holandeses, austríacos, ingleses, ngunis, afrikaners e portugueses. Perante a ameaça destes povos, os estados locais enveredavam pela política de alianças entre si ou pela política de realização de tratados que os punham numa determinada altura sob protecção de um país face a ameaça do outro.

- lutas entre povos estrangeiros, destacando-se aquelas que opuseram portugueses contra austríacos, ingleses e holandeses. Fixados ao longo da baía estes últimos fundavam feitorias que no entanto eram destruídas pelos portugueses.

Neste mesmo século, concretamente em 1752, Portugal desvinculou Moçambique da administração das Índias Portuguesas e instalou uma administração autónoma. Perante a ameaça de outros países e dos reinos locais e na senda do controlo mais efectivo de Lourenço Marues Portugal logrou estabelecera-se politicamente em 1782. Para o efeito foi nomeado Joaquim de Araújo para o cargo de primeiro governador deste território. Este mandou erguer na margem esquerda da baía, onde existia uma feitoria holandesa e de onde nasceu a cidade, um posto militar ou presídio que mais tarde foi transformado em Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição.

A esta acção ocupacionista continuaram a opôr-se os chefes dos estados locais. Entre estes importa destacar as figuras de Mfumo Nuanmantibjane e de Mahul. Não obstante este facto, António Enes dirigiu a ocupação efectiva que culminou com o controlo efectivo de Lourenço Marques pelos portugueses.

A evolução que o território foi conhecendo levou a sua elevação à categoria de vila a 9 de Dezembro de 1876. Onze anos depois, a 10 de Novembro de 1887, a vila era elevada à categoria de cidade.

Na perpectiva de continuar a proporcionar a evolução que então registava e perante a constante ameaça da afirmação inglesa e afrikaners no sul de Moçambique, Lourenço Marques ascendeu à capital da colónia de Moçambique, em 23 de Maio de 1907, em substituição da Ilha de Moçambique.

De 1907 a 1975, Lourenço Marques tornou-se, capital da colónia, durante a Monarquia Constitucional, capital da província de Moçambique, durante a 1ª República e finalmente capital da colónia de Moçambique, capital da Província de Moçambique e capital do Estado de Moçambique, durante o Estado Novo.

Conquistada a independência Nacional, a 25 de Junho de 1975, Lourenço Marques continuou com a sua posição de cidade capital.

A 3 de Fevereiro de 1976, num comício orientado por Primeiro Presidente da República, Samora Moisés Machel, e num ambiente que só a memória pode reconstituír, Lourenço Marques era baptizado Maputo da seguinte forma:

“ A capital chama-se Maputo a partir das nove horas e trinta minutos de hoje, Lourenço Marques morreu, a nossa capital chama-se Maputo”.

Ao aproximar-se mais um aniversário que se celebra numa altura em que os munícipes vivem num ambiente de campanha eleitoral, fazemos votos que o 10 de Novembro sirva de reflexão para a escolha do melhor, para a escolha daquele que poderá fazer desta cidade uma capital próspera, acolhedora e atractiva.

Que viva o 10 de Novembro

A Área Disciplinar de História

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Imprensa Nacional

Escola Portuguesa de Moçambique noticiada no diário de notícias.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

WORLD PRESS PHOTO 08

A edição deste ano da World Press Photo é inaugurada nesta sexta-feira (3), em Maputo. A Fortaleza de Maputo acolhe a mostra de fotografia, que termina no dia 24.
A exposição World Press Photo é única e resulta de um concurso anual de fotografia jornalística a nível mundial. A edição 2008 da WPP, em Moçambique, conta com o apoio da embaixada da Holanda e do Banco Terra.Todos os anos, um júri internacional e independente, constituído por 13 membros, avalia fotos organizadas em 10 categorias diferentes, apresentadas por fotojornalistas, agências, jornais e revistas de todo o mundo. A competição deste ano atraiu 5.019 fotógrafos de 125 países. No total, foram propostas para selecção 80.536 imagens.
A exposição anual é exibida em cerca de 100 cidades, em todo o mundo. A exposição de 2008 junta 185 fotografias. É um espectáculo público anual para fotojornalismo contendo a fotografia vencedora do ano, juntamente com imagens vencedoras de cada uma das dez categorias.
A World Press Photo é uma organização independente e sem fins lucrativos. A sua sede está em Amesterdão, capital holandesa, onde a World Press Photo foi fundada em 1955. O seu principal objectivo é dar apoio e promover internacionalmente o trabalho de jornalistas fotográficos profissionais. Ao longo dos anos, a World Press Photo tem evoluído para uma plataforma independente para fotojornalismo e troca de informação gratuita.

A escola portuguesa de Moçambique vista por Pacheco Pereira


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

V Simposium Internacional(Conclusões)

No V Simposium Internacional de Língua Portuguesa, dedicado à Educação Intercultural : Práticas e Reflexões


Foram apresentadas vinte e uma comunicações, cobrindo um vasto espectro de saberes , da educação à antropologia, passando pela história, pela literatura, pela sociologia e pela linguística, o que por si só demonstra a riqueza e a complexidade dos assuntos e temas que foram convocados ;


Foi dinamizada uma Oficina Pedagógica, onde foram apresentadas reflexões tão estimulantes quanto responsabilizadoras enquanto pensamento estratégico para esta instituição ;
Foram inauguradas duas Exposição de Artes Plásticas;


Foi apresentada uma Exposição evocativa dos 120 anos do nascimento do Poeta Camilo Pessanha , patente na Biblioteca Poeta José Craveirinha ;
Foi lançada a Revista 'Aprender Juntos', Nº 10-11, que contém as comunicações apresentadas ao IV Simposium, dedicado à 'Lusofonia : Línguas e Patrimónios' ;


Foi lançada a Caixa Nº 3, da Colecção Acácia , com as seguintes obras :
“No dia em que morri”, Poesias, de Paulo Bandeira Faria;
“A Árvore Sagrada”, Conto, de Marcelo Panguana ;
“Cabotagem & Ressaca”, Poesia, de José Luz Tavares ;
“22 sms da Beira para Saragoça”, Poesia, de Mbate Pedro.
É de referir que os autores são, respectivamente, de Portugal, de Moçambique e de Cabo Verde.


Foi lançado o livro “Percursos e Olhares : Uma Introdução à Arte Moçambicana”, onde se inventariam alguns dos mais significativos nomes da estética e das artes .
Esta obra pode ser encarada como o primeiro dicionário contemporâneo dos artistas de Moçambique, sendo compreensível o seu enorme valor pedagógico e didáctico ;


Usufruímos de diversos momentos musicais, protagonizados pelos Alunos e Professores, não esquecendo uma orquestra instrumental tradicional e uma singela dramatização, onde o virtuosismo e o saber estar foram bem patentes.

Toda esta organização coexistiu com o normal funcionamento da Escola Portuguesa, pelo que é fácil adivinhar o acrescido esforço de coordenação, de monitorização e de supervisão exigidos em tempo real.
Este V Simposium dedicado à Educação Intercultural : Práticas e Reflexões, representou um grande investimento numa formação em banda larga, valorizando-se o intercâmbio de ideias, de experiências e de práticas desencontradas no espaço e no tempo.

Workshop de Guitarra



Decorreu na EPM-CELP (1 de Outubro) o Workshop de guitarra, com a presença do famoso guitarrista moçambicano Amável.

sábado, 4 de outubro de 2008

5 de Outubro de 1910 - O dia da implantação da República em Portugal


Nas últimas décadas do século XIX sentia-se, por todo o País, o descontentamento da população.
A maioria do povo português continuava a viver com grandes dificuldades. Aqueles que já antes eram pobres - operários, agricultores e outros trabalhadores rurais – estavam cada vez mais pobres, e só os que já eram muito ricos conseguiam aumentar a sua fortuna.
Esta situação provocava grande agitação e mal-estar. A humilhação gerada pelo Ultimato inglês tinha originado uma onda de indignação contra o rei, acusado de fraqueza, cobardia e traição. Os sucessivos governos da monarquia liberal mostraram-se incapazes de melhorar as condições de vida da população.
E, em 1876, formou-se um novo partido, chamado "partido republicano". Os republicanos achavam que à frente do País não devia estar um rei, o qual nem sempre tinha as capacidades necessárias para o cargo, mas sim um presidente eleito pelos Portugueses e que governasse só durante alguns anos. Consideravam, portanto, que a forma de governo do País tinha de ser alterada. A monarquia devia ser substituída por uma república.
Em 1908 activistas republicanos assassinaram o rei D. Carlos e o príncipe D. Luís Filipe. A monarquia entrava em agonia.
A revolução republicana iniciou-se em Lisboa, na madrugada do dia 4 de Outubro de 1910. Foi a primeira grande revolução portuguesa do século XX. O movimento revolucionário partiu de pequenos grupos de conspiradores: membros do exército e da marinha (oficiais e sargentos), alguns dirigentes civis e grande número de populares armados. Apesar de alguma resistência e alguns confrontos militares, o exército fiel à monarquia não conseguiu organizar-se de modo a derrotar os revoltosos. A revolução saiu vitoriosa. Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, José Relvas e outros membros do Directório do Partido Republicano Português, à varanda da Câmara Municipal de Lisboa e perante milhares de pessoas, proclamaram a República.
No mesmo dia, o rei D. Manuel II e a família real embarcaram na praia da Ericeira com destino a Gibraltar. O último rei de Portugal seguiu depois para o seu exílio na Inglaterra.
Acabavam, assim, mais de sete séculos de monarquia em Portugal.


O Grupo Disciplinar de História

4 de Outubro de 1992 - O Acordo Geral de Paz em Moçambique

Comemora-se a 4 de Outubro quinze anos de paz e reconciliação nacional alcançadas com o Acordo Geral de Paz, assinado em Roma, em 1992, entre o Governo moçambicano e a Renamo. Pôs-se fim a uma guerra que devastou a economia nacional e teve consequências trágicas para a população.
Na origem desta guerra estão vários factores sendo de destacar as grandes tensões político-militares que, desde 1975 (ano da independência), se fizeram sentir entre Moçambique e os países vizinhos da Rodésia e África do Sul. Estes dois países, cujos governos, de fortes características coloniais, temiam o avanço do socialismo pela África Austral, desencadearam, desde 1976, várias operações militares em território moçambicano e apoiaram a criação do Movimento Nacional de Resistência (MNR) que integrou moçambicanos opostos ao regime recém-criado da Frelimo.
A partir de 1981, uma força da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) foi-se infiltrando no interior de Moçambique, sobretudo na Província de Gaza e espalhou-se rapidamente pelas regiões do sul e do centro.
Entre 1982 e 1983, forças da Renamo actuavam nas províncias de Gaza, Manica, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula e Niassa e, para sul, em Inhambane e Maputo.
A 16 de Março de 1984, as autoridades moçambicanas assinaram o Acordo de Nkomati com a África do Sul. O acordo ditava a cessação do apoio de Moçambique às forças nacionalistas sul-africanas do Congresso Nacional Africano (ANC), com a África do Sul a retirar o seu apoio à Renamo. Todavia, este acordo foi insuficiente para terminar a guerra, uma vez que as actividades da Renamo prosseguiram.
Em 1989, o governo moçambicano desenvolveu novos esforços para obter um entendimento que levasse ao fim da guerra civil, causa de pesadas perdas humanas e materiais. Nesta fase, desempenharam um papel importante as Igrejas Católica e Anglicana, o Conselho Cristão de Moçambique e os dirigentes do Quénia e do Zimbabwe.
Em 1990, iniciaram-se conversações mais directas e formais em Roma, com o apoio da Comunidade de Santo Egídio e do Governo Italiano. Seguiram-se nove rondas negociais.
A 4 de Outubro de 1992, realizou-se em Roma a assinatura do Acordo Geral de Paz, entre o Governo moçambicano e a Renamo, que pôs fim à guerra.
O Acordo foi composto por sete Protocolos, que regulavam questões de carácter político, militar e económico. Para a sua implementação foram constituídas Comissões, que funcionaram entre finais de 1992 e finais de 1994, ou seja, por um período aproximado de dois anos. A Comissão de Supervisão e Controlo (CSC) foi o principal órgão coordenador e controlador da implementação do Acordo. Foi criada ao abrigo do Protocolo I e presidida por Aldo Ajello, representante local do Secretário-Geral das Nações Unidas. Integrou uma delegação da Renamo, chefiada por Raúl Domingos e uma delegação do Governo, chefiada por Armando Guebuza. Incluiu representantes da Itália, Portugal, Reino Unido, Estados Unidos da América, França, OUA e Alemanha.
A esta Comissão coube:
- Garantir as disposições contidas no Acordo Geral de Paz;
- Garantir o respeito pelo calendário previsto para o cessar-fogo e para a realização de eleições;
- Responsabilizar-se pela interpretação autêntica dos acordos;
- Dirimir os litígios surgidos entre as partes;
- Orientar e coordenar as actividades das comissões que se lhe subordinaram.
Em paralelo, entraram em funções as Comissões subordinadas:
- Comissão de Cessar-Fogo (CCF);
- Comissão de Reintegração (CORE);
- Comissão Conjunta para a Formação das Forças Armadas de Defesa e Segurança de Moçambique (CCFADM);
- Comissão Nacional dos Assuntos Policiais (COMPOL);
- Comissão Nacional de Informação (COMINFO);
- Comissão Nacional da Administração Territorial;
- Comissão Nacional de Eleições;
- O Tribunal Eleitoral.
Nesses dois anos (1992 a 1994), o país passou por profundas mudanças: adopção do multipartidarismo; realização das primeiras eleições multipartidárias, em Novembro de 1994; desenvolvimento de meios de comunicação social independentes; formação de diversas organizações e associações a nível da sociedade civil; passagem de uma economia socialista centralizada para um regime neo-liberal.
O Acordo Geral de Paz deu origem ao ciclo político e económico que ainda hoje vivemos em Moçambique.

O Grupo Disciplinar de História

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A Astronomia e as Ciências Espaciais

Ano Internacional de Astronomia 2009 (AIA2009)

Por causa do lançamento do primeiro Saitélite Artfificial (Sputnik 1 – Vide a Figura 1) pela Russia no dia 4 de Outubro de 1957, as Nações Unidas Declarou em 1999 que 4 a 10 Outubro deverá ser considerado Semana Mundial de Espaço (http://www.worldspaceweek.org/). Semana esta, onde deve-se realizar algumas actvidades celebrando as contribuições feitas pelas Ciências Espaciais para o melhoramento das condições de Vida da Humanidade. No presente ano (2008), o Tema Central é: Esplorando o Universo
A Semana Mundial de Espaço, tem sido celebrado por vários Paises e o objectivo central é a divulgação das Ciências Espacias. O nosso País, ja esta incluído dentro das actividades e espera-se que a partir do próximo ano algo seja feito. Durante esta semana, são organizadas actividades que ajudam ao público no geral a ter noções básicas sobre o Espaço, assim como, são organizadas actividades que inspiram aos estudantes a ganharem o gosto pelas Sciências. É importante que se saiba que ja forão realizadas actividades relacionadas com captação de Satélites em Moçambique
Uma véz que as Ciências Espacias tem uma grande Ligação com a Astronomia, a Comissão Organizadora do AIA2009 em Moçambique, assim como, a União Internacional de Astronomia (UIA) vem por este meio, aproveitar a Semana Mundial de Espaço para lançar o programa das Comemorações do Ano Internacional de Astronomia2009 (http://www.astronomy2009.org/).
Desta forma, informa-se que as Nações Unidas proclamou no dia 20 de Dezembro de 2007 que 2009 será considerado ano Internacional de Astronomia tendo como tema central, Descobre o teu Universo!. Sendo assim, AIA2009 será uma celebração global (vide a Figura 2) da Astronomia e da sua contribuição para a sociedade e para a cultura, estimulando o interesse a nível mundial não só na Astronomia, mas na ciência em geral, com particular incidência nos jovens.


O AIA2009, assinala o gigantesco passo que constituiu a primeira utilização do telescópio para observações Astronómicas por Galileu (400 anos atrás), e retrata a Astronomia como uma iniciativa científica pacífica que une os Astrónomos numa família internacional e multicultural, trabalhando em conjunto para descobrir as respostas para algumas das questões mais fundamentais para a Humanidade.

O AIA2009 é, antes de mais nada, uma actividade para os cidadãos do Planeta Terra. Pretende transmitir o entusiasmo pela descoberta pessoal, o prazer de partilhar conhecimento sobre o Universo e o nosso lugar nele e a importância da cultura científica. A maior parte das actividades do AIA2009 terá lugar a vários níveis: local, regional e nacional. Alguns países formaram já comités nacionais para preparar actividades para 2009. Estes comités constituem colaborações entre Astrónomos amadores e profissionais, centros de ciência e comunicadores de ciência.

A nível geral, a União Astronómica Internacional (UAI) terá um papel de destaque enquanto catalizadora e coordenadora. A UAI irá organizar um pequeno número de eventos globais ou internacionais como as Cerimónias de Abertura e Encerramento, mas as principais actividades terão lugar a nível nacional e serão coordenadas pelos Nodos Nacionais em estreita colaboração com a UAI.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Abertura do V Simposium de Língua Portuguesa


Começou ontem o V Simposium da Língua Portuguesa. Pode consultar os resumos das conferências aqui.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

25 de Setembro de 1964 - O Início da luta armada

Passaram-se quarenta e quatro anos sobre os acontecimentos que marcaram o início da guerra que, em Moçambique, pôs em confronto as Forças Armadas Portuguesas e a FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique).
Guerra Colonial / Luta de Libertação, são duas das designações usadas para esse período histórico que vai de 1964 a 1974. Questões como esta (da designação, por exemplo) tornam difícil a tarefa do historiador. É que há sempre várias versões para narrar o mesmo acontecimento.
Sobre este período há numerosas fontes, das duas partes envolvidas. Umas já podem ser consultadas, outras ainda não, mas já foram produzidos numerosos artigos, livros, filmes e documentários, com depoimentos de quem viveu “na primeira pessoa” esse conflito. Cabe a cada um de nós fazer uma análise cuidada de toda a informação a que tem acesso não esquecendo que primeiro é preciso conhecer as “várias versões” e só depois se tiram as conclusões.
Achamos importante começar por lembrar o contexto histórico que conduziu a esse período tão conturbado, para os povos português e moçambicano, dado que envolveu numerosas mortes, casos de invalidez, perdas materiais avultadas, entre outros aspectos que afectaram a vida económica, social, cultural e política.
Com o fim da 2ª Guerra Mundial e a aprovação da Carta das Nações Unidas as várias potências coloniais europeias encetaram, de forma mais ou menos pacífica, a via da negociação e da transferência de poderes – o processo de descolonização.
Em Portugal, o Estado Novo de Salazar viu-se obrigado a rever a sua política colonial o que resultou num conjunto de reformas que acabaram por não ter grande impacto em Moçambique. Na prática, visavam sobretudo atenuar as pressões internacionais e calar as vozes que, tanto em Portugal como em Moçambique (e outras colónias), exigiam uma solução para a questão colonial. Salazar, apesar das várias pressões, conseguiu manter uma política isolacionista, profundamente centralizadora e integracionista.
Por toda a África crescia, desde o início da década de cinquenta, o clima anti-colonial. Em Moçambique e outros países africanos, assim como em Portugal e França, formaram-se várias associações de moçambicanos, geralmente ao redor dos mais escolarizados, que exerciam uma grande influência sobre a juventude e grupos socioprofissionais. Da congregação dessas associações surgiu a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), fundada em 25 de Junho de 1962 sob a presidência de Eduardo Mondlane. A estratégia adoptada consistiu em unir todas as forças nacionalistas para lutar pela independência de Moçambique.
Depois de dois anos de preparação político-militar no exterior do território, a Luta Armada de Libertação Nacional teve o início simbólico a 25 de Setembro de 1964, com o ataque, dirigido por Alberto Joaquim Chipande, ao Posto Administrativo de Chai, na província setentrional de Cabo Delgado, acompanhado de uma proclamação solene de desencadeamento da guerra.
O Grupo Disciplinar de História da EPM-CELP

Programa Simposium



Increva-se aqui

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Visita ao Navio Escola Sagres


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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Dia do Diploma

No âmbito da comemoração do "Dia do Diploma", de acordo com o Despacho do Ministério da Educação nº 20513/2008 de 5 de Agosto, a EPM-CELP vem, por este meio, convidar todos os alunos que terminaram o Ensino Secundário no ano lectivo 2007/2008, para estarem presentes na cerimónia de entrega do Prémio de Mérito e dos Diplomas de final do Ensino Secundário. A cerimónia será presidida por Sua Exa. o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Prof. Doutor Augusto Santos Silva, e terá lugar no dia 12 de Setembro, pelas 10:00 horas, no Auditório Carlos Paredes.
Na impossibilidade do aluno comparecer, o referido diploma será entregue ao respectivo Encarregado de Educação.

A Presidente do Conselho Directivo
Dina Trigo de Mira

(TI)NYANGA - Encarnação de Histórias e Memórias.


terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Acordo de Lusaka - 7 de Setembro de 1974


Na sequência dos acontecimentos do 25 de Abril de 1974 em Portugal, que entre outros aspectos conduziu à descolonização, reuniram de 5 a 7 de Setembro do mesmo ano, em Lusaka, Zâmbia, as delegações da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), em representação do Povo Moçambicano, e o Governo Português, chefiadas respectivamente por Samora Machel e Ernesto Augusto Melo Antunes.
As conversações acordaram princípios que abriram uma nova página na história das relações entre os dois países.
Entre os princípios então acordados, importa destacar:
-A indicação da data da independência de Moçambique para 25 de Junho de 1975, dia do aniversário da fundação da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).
- A transferência de poderes, pelo que foi criado o Governo de Transição, sob a direcção de um Primeiro-Ministro, Joaquim Alberto Chissano, coadjuvado por nove Ministros. A saber: Ministro da Administração Interna, Armando Emílio Guebuza; Ministro da Justiça, Rui Baltazar dos Santos Alves; Ministro da Coordenação Económica, Mário Fernandes da Graça Machungo; Ministro da Informação, José Óscar Monteiro; Ministro da Educação e da Cultura, Gideon Ndobe; Ministro do Trabalho, Mariano de Araújo Matsinha; Ministro das Comunicações e Transportes, Alcântara Santos; Ministro da Saúde e Assuntos Sociais, António Paulino; e Ministro das Obras Públicas e Habitação, Eugénio Picolo. De referir que os primeiros seis Ministros foram propostos pela delegação moçambicana e os restantes três pela portuguesa.
- O estabelecimento e desenvolvimento de laços de amizade e cooperação construtiva entre os respectivos povos, nomeadamente nos domínios cultural, técnico, económico e financeiro, numa base de independência, igualdade, comunhão de interesses e respeito da personalidade de cada povo.
- Uma acção concertada para eliminar todas as sequelas do colonialismo e criar uma verdadeira harmonia racial, onde a definição de moçambicano não se definiria pela cor da pele mas pela identificação voluntária com as aspirações da Nação Moçambicana.
Foi no espírito destes nobres princípios que a Frente de Libertação de Moçambique e o Governo Português se felicitaram pela conclusão deste Acordo.
Por este dignificante percurso dos dois países e povos queremos dizer: bem hajam os obreiros do Acordo de Lusaka de 7 de Setembro de 1974!

O Grupo Disciplinar de História

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

V Simposium Internacional da Língua Portuguesa


Como é do conhecimento de todos, a chamada “aldeia global” em que se transformou o mundo por via das comunicações, da economia, da cultura, das migrações, criou uma situação de multiculturalidade e de coabitação com a alteridade.
Pessoas dos mais diversos países, com hábitos distintos, diferentes formas de pensar e estar no mundo, passaram a viver conjuntamente, embora em posições relativas diferentes. Nestes contextos as atitudes face à diferença variam de uma tolerância extrema (relativismo cultural) a uma crispação em torno das diferenças que traz à luz o retorno e a reinvenção das tradições ou a uma perda de identidade própria (assimilação).
As situações que daqui advêm podem ir de um diálogo amistoso ao confronto.
Face a isto como se posicionam os sistemas educativos? Como é que as práticas educativas têm em conta o contexto multicultural? Que experiências existem no campo da educação intercultural e multicultural e que diferenças existem entre estes dois conceitos? Que resultados se podem esperar em termos de cidadania dos vários tipos de modelo educativo, tendo em conta das diferenças culturais do mosaico que compõe as escolas de hoje? Reproduzirá a escola os estigmas sociais e económicos ou será um campo para esbater as diferenças de oportunidade dos diferentes cidadãos?
Qual o papel da(s) Arte(s), da(s) Literatura(s), da História numa perspectiva pedagógica de formação para a cidadania?
Qual a responsabilidade que cabe aos meios de comunicação social na difusão de mensagens de tolerância e de coabitação com a diferença?

Assim sendo e visto que a EPM-CELP é uma escola claramente multicultural, com alunos oriundos de 25 países, com diferentes credos religiosos e formas distintas de cultura, sugerimos que o tema do V Simposium, a realizar entre os dias 29 de Setembro e 1 de Outubro seja:“ Educação Intercultural: Reflexões e Práticas”

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Actividades de Abertura do Ano Lectivo

No âmbito das Actividades de Abertura do Ano Lectivo, a Escola Portuguesa de Moçambique - Centro de Ensino e Língua Portuguesa convida os Alunos, Pais e Encarregados de Educação a participar nas referidas actividades, no dia 4 de setembro de 2008, tendo presente os seguintes horários:


quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Para os cépticos…


A estrada que une as escolas, portuguesa, francesa e americana está a ser alcatroada. Um projecto financiado pelas três instituições que visa melhorar as acessibilidades nesta zona tão problemática, principalmente em dias de chuva. De louvar…

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Matemática: Português eleito para secretário-geral da ICMI

Jaime Carvalho e Silva, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, foi eleito para o cargo de Secretário-Geral da Comissão Internacional de Instrução Matemática (ICMI), a maior associação mundial dedicada ao ensino da disciplina.

Jaime Carvalho e Silva é o primeiro português a ocupar o cargo.A eleição, em que votaram representantes dos professores de matemática a nível mundial, decorreu quarta-feira em Monterrey, no México.

O professor português faz parte da Comissão Executiva da ICMI, é coordenador da Subcomissão da ICMI Portugal e investigador de Análise e História e Metodologia da Matemática do Centro de Matemática da Universidade de Coimbra (CMUC).

Jaime Carvalho e Silva venceu em 2005 o prémio José Sebastião e Silva, pelo livro «Matemática 7» e já tinha recebido uma menção honrosa do mesmo prémio, em 2000, pelo livro «Matemática 8».
A ICMI foi estabelecida pela primeira vez no Congresso Internacional de Matemáticos de Roma em 1908, sob sugestão do matemático e historiador da matemática David Eugene Smith.

(Professor Jaime Carvalho e Silva convivendo com professores de matemática da EPM-CELP após conclusão da formação em calculadoras gráficas e sensores.)
Para os que estiverem interessados, o professor Jaime Carvalho e Silva tem uma disciplina aberta a todos os visitantes no moodle da EPM-CELP sobre calculadoras gráficas e sensores. É uma honra para a EPM-CELP ter como nosso colaborante o secretário geral da ICMI. Parabéns, e muito sucesso no exercício do novo cargo.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Ano lectivo 2008-2009 - Aos Encarregados de Educação do 1ºCiclo

AVISO

Devido a um programa especial que se realizará no 1º dia de aulas (4 de Setembro), solicita-se a todos os encarregados de educação do 1º, 2º, 3º e 4º anos do 1º Ciclo, que só tragam os materiais do aluno (livros, cadernos e outros), no 2º dia de aulas, dia 5 de Setembro de 2008.

Lembramos ainda, que todos os materiais do seu educando devem vir devidamente identificados.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Exames Nacionais de Matemática 9ºano - Resultados

Aproveito este espaço para felicitar os alunos do 9ºano da EPM-CELP que realizaram o exame nacional de matemática. Como se pode constatar pela análise da tabela os resultados positivos alcançados pelos alunos desta instituição excede em todos os casos a média nacional. De Salientar que, somando as notas negativas a nível nacional, estas totalizam 44,9% contra os 33% obtitos pelos os alunos da EPM-CELP.
Felicito em especial, a aluna Madalena Castela Graça Silva Pinto pelos 100% obtidos na prova.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Exame Nacional do 12º Ano de História B - PARABÉNS 12ºB

O Professor Rodrigo Borges, docente da disciplina de História B da turma do 12ºB, vem, por este meio, congratular toda a turma pelos excepcionais resultados obtidos no Exame Nacional de História B, no presente ano lectivo.
Numa disciplina reconhecidamente difícil e exigente, com resultados tradicionalmente negativos, - que a levam inclusivamente a ser este ano a disciplina com piores resultados a nível nacional, com uma média de 9,2 valores (dados do Ministério da Educação) - os alunos da EPM-CELP, souberam fazer frente ao fatalismo e obtiveram uma média de 15,8 valores que, decerto, lhes conferem um lugar de eminente destaque no panorama nacional.
O mérito, tem de ser, em primeiro lugar, atribuído aos alunos pelo seu empenho, denodo e seriedade com que encararam a disciplina e o seu exame final. Todos, sem excepção, souberam interpretar as dificuldades e souberam ultrapassar as suas limitações e resistências iniciais.
O resultado final lisonjeia os professores de História do 11º e 12º ano, honra os alunos e o estabelecimento de ensino que soube disponibilizar todos os recursos necessários ao bom desempenho de conjunto.
A todos os discentes MUITOS PARABÉNS e votos que este seja apenas mais um êxito académico, que ilustre um percurso de sucesso a continuar com a entrada destes alunos no Ensino Superior.

sábado, 5 de julho de 2008

Exame Nacional de Matemática

Agência Lusa

A taxa de reprovação no exame de Matemática A do 12º deste ano baixou para 7 por cento, contra os 18 por cento do ano passado, numa prova em que a média de notas foi de 12,5 valores. Mas a média de notas no exame de Português do 12º deste ano ficou abaixo dos 10 valores pela primeira vez em três anos, situando-se nos 9,7 valores face aos 10,8 de 2007.
A taxa de reprovação de 7 por cento dos 36.674 alunos que fizeram este ano a prova de Matemática A é menos de metade da verificada no ano passado (18 por cento) e cerca de um quarto da de 2006 (29 por cento), indicam os dados oficiais distribuídos hoje à tarde pelo Ministério da Educação (ME). Em relação aos alunos internos (ou seja, os que frequentaram a disciplina durante todo o ano), a média obtida foi de 14 valores, 3,4 valores acima do que se verificou em 2007, ano em que pela primeira vez a média obtida por estes alunos foi superior a dez valores. No total dos alunos, ou seja incluindo os que já estavam chumbados e se auto-propuseram a exame, a média é de 12,5 valores (mais 2,1 valores do que os 9,4 de 2007).
Na Matemática B (prova realizada por 6731 alunos), a média de resultados foi de 11,4, uma subida em relação aos 7,5 valores verificada em 2007. A taxa de "chumbos" neste exame foi igualmente de sete por cento contra os 24 por cento de 2007 e os 30 por cento em 2006. Na Matemática Aplicada às Ciências Sociais o cenário é inverso: a média de 9,6 valores obtida este ano pelos 8533 alunos é inferior aos 11,5 valores do ano passado. Também a taxa de reprovações aumentou de sete por cento em 2007 para 13 por cento este ano.
Após a realização das provas, em finais de Junho, a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considerou que o exame nacional de 12º ano de Matemática A foi "mais fácil" do que o de 2007, alegando que a prova continha "um grande número" de questões de resposta "imediata e elementar". "A prova comporta um grande número de questões de resposta imediata e elementar, não aferindo conhecimentos matemáticos importantes, o que perfaz um total de cinco valores. Confirma-se a tendência já patente no exame nacional do 9º ano [...]", afirmava a SPM, num parecer sobre a prova.
Num comunicado divugado hoje, o Ministério da Educação enaltece a "melhoria" nos resultados da Matemática, "que se verifica pelo terceiro ano consecutivo". Por outro lado, o ME diz que os resultados deste ano resultam do "efeito combinado de três factores": "mais tempo de trabalho e estudo por parte dos alunos acompanhado pelos professores [...] no âmbito do Plano de Acção para a Matemática", "provas de exame correctamente elaboradas, sem erros e com mais tempo de realização" e um "maior alinhamento entre o exame, o programa e o trabalho desenvolvido pelos professores".

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Feliz aniversário - Nelson Mandela


Nelso Mandela celebrará os seus 90 anos amanhã, a sua data de nascimento é na verdade dia 18 de julho, e para comemorar, foi lançado um site para que as pessoas enviem mensagens de feliz-aniversário. A intenção é reunir todas as mensagens para que se crie o maior cartão de aniversário do mundo e também projectá-las numa tela na celebração do seu aniversário, que vai ser no maior jardim a céu aberto da capital britânica, o Hyde Park.
Também é possível enviar um SMS com uma mensagem para o número 46664 (ironicamente, o número de identificação de Mandela durante os seus longos anos de prisão.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Bom Dia

Hoje de manhã saí muito cedo

Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
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Alberto Caeiro

quinta-feira, 12 de junho de 2008

EPM-CELP LANÇA COLECÇÃO ACÁCIA


A Escola Portuguesa de Moçambique - Centro de Ensino e Língua Portuguesa acaba de lançar uma colecção literária designada colecção Acácia. Trata-se de uma edição periódica de caixas com quatro livros, em A6, cujo grafismo esteve a cargo do pintor moçambicano Luís Cardoso, e editorialmente dirigida pelo escritor e crítico literário António Cabrita. A colecção privilegia autores contemporâneos mas também edita os clássicos.

A primeira caixa, inclui os livros " Os amantes sem ninguém", de António Cabrita, "Mbila e o Coelho", de Rogério Manjate, " Balada da Neve e outros poemas" de Amadeu Baptista, "Concerto Nº2 para vento e Jacarandá", de António Cabrita. Já a segunda caixa, reúne os livros " Felizes As Águas", de Armando Artur, "Hamlet & Ofélia", de Carlos Alberto Machado, " O Armário de Midas", de Nicolau Saião e "Bichos de papel", de Vergílio Vieira.


Seguir-se-ão livros de Marcelo Panguana, Mbate Pedro, Luís Carlos Patraquim, Guilherme Ismael, entre outros.

Instituto Camões promove ciclo de cinema

O Instituto Camões em parceria com o Cine Clube Koamba Kanema e o cinema Scala promovem desde quarta feira um ciclo de cinema de realizadores portugueses. Os Filmes são exibidos em sessões diárias às 18 horas. os filmes são:
A caixa (Manoel de Oliveira)
Sinopse: O filme A CAIXA é uma adaptação à maneira de uma parábola, tirada da peça homónima de Prista Monteiro. A acção concentra-se nas escadinhas dum bairro pobre e conta a derradeira desventura dum velho cego a quem já por uma vez lhe roubaram a caixa de esmolas - seu ganha-pão oficializado. A filha, para além dos trabalhos de casa, afadiga-se com roupas que passa a ferro para fora. O homem, dela, um marginal desempregado como outros tantos dos seus amigos, vive às custas da caixa do cego, que agora é roubada pela segunda vez. O caso levanta grande conflito que desanda em tragédia, a qual, por ironia do destino acaba por libertar a filha da anterior carga familiar e...
Um filme de MANOEL DE OLIVEIRA com Luís Miguel Oliveira, Beatriz Batarda, Diogo Dória

cinco dias, cinco noites (José Fonseca e Costa)


Sinopse: Portugal, finais dos anos 40. André, 19 anos, vê-se forçado a abandonar o país depois de fugir da prisão.
No Porto, uns amigos arranjam-lhe um passador (Lambaça), contrabandista dado ao vinho e brigão, que conhece bem a fronteira de Trás-os-Montes.
A sua antipatia e desconfiança mútua nascem logo no primeiro encontro.
Mas, ao longo de cinco dias e cinco noites, atravessando montes e vales, escondem-se da guarda e da polícia política, e com a ajuda de muitos conhecidos de Lambaça (entre os quais a bela Zulmira), os dois homens vão ter tempo para se conhecer melhor um ao outro.
E dessa antipatia e desconfiança iniciais, do encontro desses dois mundos que de outra forma nunca se cruzariam, irá talvez ficar, quando finalmente se despedem, uma amizade e admiração que nenhum deles se esquecerá.

Lusofolia, a (R)evolução (Red Bull Music Academy)

O documentário "Lusofonia, A (R)Evolução" surge sob a produção da Red Bull Music Academy e actividades que tem desenvolvido em Portugal. Este é um evento à escala mundial direccionado para a formação de músicos, DJs e produtores, que acontece uma vez por ano numa cidade mundial.
Foi, tendo em conta o imenso potencial musical que reside no espaço lusófono que nasceu um documentário, que durou cerca de dez meses a produzir, e tem como base 35 entrevistados, 33 bandas e videoclips e pesquisa bibliográfica. O seu objecto foi a fusão entre elementos musicais autóctones de Portugal, Brasil e PALOP (Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau) e a sua integração em géneros de música urbana actual. O resultado deste cruzamento é o nascimento de produtos musicais específicos da lusofonia, revelando uma identidade singular dos seus executantes no cenário mundial.

O Milagre segundo Salomé ( Mário Barroso)



Sinopse: Portugal, 1917. O país vive uma grande agitação política e social e diz-se que em Fátima a virgem apareceu a três pastorinhos.Salomé, uma jovem vinda da província, é uma das muitas raparigas que animam um dos mais conhecidos bordéis de Lisboa, mas é uma rapariga tão especial que um dia um senhor de posses convida-a para viver em sua casa e apresenta-a à alta sociedade de Lisboa.Mas o seu passado não deixará de a perseguir e Salomé, que pensava que este seria para ela o começo de uma nova vida, vai afinal acabar por perder tudo ao tornar-se personagem involuntária desse milagre que então agitou o país...

Ganhar a vida (João Canijo)



Sinopse: Cidália tem 36 anos, é portuguesa, e vive com a família, marido, irmã e dois filhos, num bairro dos arredores de Paris. A sua vida resume-se a trabalhar muito, para juntar dinheiro, numa comunidade fechada sobre si própria e que não gosta de dar nas vistas.
Mas uma noite o seu filho mais velho é morto pela polícia, e a sua vida irá mudar para sempre.
Porque não quer aceitar as explicações oficiais, a passividade e a vergonha da sua comunidade, e o sem sentido que descobre na sua vida.
Esta é a história de uma personagem que a vida fará maior que a vida, ao descobrir na tragédia que a trespassa, e na morte que se instala na sua própria família, que o que tem a ganhar é precisamente uma nova vida.
Situada nos arredores de Paris, entre a comunidade portuguesa emigrada em França, esta é a história de Cidália, uma mulher de trinta e poucos anos, que como muitas outras não vive senão para o trabalho, para a família e para juntar dinheiro para um dia voltar a Portugal.
Mas numa madrugada do frio Inverno parisiense, em que tudo parecia correr como habitualmente, a polícia mata o seu filho mais velho, e a partir desse trágico incidente toda a sua vida irá ser posta em causa.
Porque Cidália não se quer resignar com as explicações oficiais, e com a passividade da comunidade portuguesa e a da sua própria família.
E porque, revoltando-se contra tudo e contra todos, e não tendo já nada a perder, Cidália vai afinal acabar por descobrir uma outra vida.
E ganhar, verdadeiramente, a vida.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

ENCONTROS COM AS ARTES

5ºFEIRA e 6ªFEIRA ... 4 e 5 de Junho PELAS 12 horas, junto ao Pátio das Laranjeiras

5ªfeira -ACTUAÇÃO dos alunos participantes nos “Ídolos”

6ªFeira-Actuação dos alunos do 7º8ºanos,com a abertura do Duo de iniciação á guitarra.
venham daí ouvir a garotada cantar !!!

terça-feira, 3 de junho de 2008

DIA MUNDIAL AMBIENTE


O Dia Mundial do Ambiente, é comemorado todos os anos no dia cinco de Junho. É através deste dia, que as Nações Unidas estimulam a consciencialização mundial para os problemas do meio ambiente.

O slogan para o Dia Mundial do Ambiente de 2008 apela a que “Mude os seus hábitos! Rumo a uma economia com reduzida produção de carbono”.

O Dia Mundial do Ambiente irá ainda destacar os recursos e iniciativas que promovam uma economia com diminuição da produção de carbono e de mudanças nos estilos de vida, tais como a melhoraria da eficiência energética, utilização de energias alternativas, conservação florestal e o consumo ecológico.

A comemoração deste dia tem como objectivos: capacitar as pessoas a tornarem-se agentes de desenvolvimento sustentável e equitativo; promover uma compreensão entre as comunidades, de forma a mudar de atitudes para com o universo ambiental; e defender e incentivar parcerias que assegurem a todas as nações e povos a comodidade de um futuro mais seguro e mais próspero.


Vamos todos contribuir para um AMBIENTE MELHOR!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Regulamento sobre a atribuição de Bolsas de Estudo

Foi criado o regulamento sobre bolsas de estudo a atribuir a alunos de nacionalidade moçambicana . As candidaturas deverão ser entregues nos Serviços de Administração Escolar (SAE) desta Escola, até dia 9 de junho de 2008. Para mais informações, deverão os interessados dirigir-se aos SAE da Escola Portuguesa de Moçambique - Centro de Ensino e Língua Portuguesa. O regulamento encontra-se publicado na página da escola na secção Alunos.

'Entre Les Murs' recebe Palma de Ouro em Cannes

"Entre les Murs", de Laurent Cantet, foi o grande vencedor do 61º Festival de Cannes, onde recebeu a Palma de Ouro no 61º Festival de Cannes. A França, país anfitrião do Festival, não recebia uma Palma de Ouro há 21 anos, desde que distinguiu "Les souliers de satan" de Maurice Pialat.O filme explora o quotidiano de um colégio parisiense onde um professor de francês ensina uma língua muito diferente da que os seus alunos falam diariamente. A obra é inspirada no livro de François Bégaudeau.Laurent Cantet afirmou não estar "surpreendido" pelo facto "da escola interessar ao mundo inteiro". O filma evoca os problemas da imigração e da integração escolar. "As questões são as mesmas em todos os países. Vai-se à escola não só para aprender, mas também para se saber ser cidadão adulto, em todos os países do mundo", justificou o cineasta francês.

sábado, 24 de maio de 2008

Jogos de Tabuleiro - Conferência organizada pela Soc. Portuguesa de Matemática

Investigadores, matemáticos, inventores de jogos, curadores de museus, historiadores, arqueólogos e psicólogos de todo o mundo estiveram recentemente reunidos no Museu da Ciência, em Lisboa, na 11ª edição do Board Game Studies Colloquium, uma conferência que reúne os melhores especialistas mundiais em Jogos de Tabuleiro, e que se realiza pela primeira vez em Portugal.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Transições muito bruscas - Investigadores defendem fusão entre o 1º e 2ºciclo do ensino básico

Os investigadores que participaram no estudo do Conselho Nacional de Educação defendem uma alteração da organização do sistema educativo, com a fusão entre o 1.º e o 2.º ciclo do ensino básico, ou seja, a criação de um ciclo único de seis anos, em que o modelo que existe para os primeiros quatro anos da escola se estenderia por mais dois, com alterações menos "bruscas".Neste modelo, o professor que começa a trabalhar com uma turma no 1.º ano da escola acompanharia os seus alunos até ao 6.º. Progressivamente, seria co-adjuvado por outros colegas em áreas mais específicas.
Este reorganização permitira ainda aproximar o trabalho dos docentes do 1.º e do 2.º ciclo. O que acontece no actual sistema é que, para "os primeiros o que interessa é que os alunos aprendam, enquanto para os segundos o que interessa é que a sua disciplina seja aprendida". "Para os primeiros o foco são os alunos, enquanto para os segundos o foco é a disciplina escolar."
Artigo retirado do Público

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ciclo de Cinema na Biblioteca José Craveirinha - Esta semana, Hotel Rwanda

SINOPSE
3 NOMEAÇÕESÓSCARES DA ACADEMIAInclindoMelhor Actor - Don Cheadle
Quando o mundo fechou os olhos, um homem teve a coragem de fazer a diferença.

UMA HISTÓRIA VERDADEIRA
Estamos em 1994.Ruanda é palco de uma das maiores atrocidades da história da humanidade onde, em apenas 100 dias, quase um milhão de tutsis são brutalmente assassinados por milícias de etnia hutu. No cenário destas indescritíveis acções um homem promete proteger a família que ama, acabando por encontrar a coragem para salvar mais de um milhar de refugiados.'Hotel Ruanda' conta-nos a história verídica de Paul Rusesabagina, um homem que conseguiu evitar o genocídio de mais de 1200 tutsis durante a guerra civil ao conceder-lhes abrigo no hotel que dirigia na capital de Kigali.

REALIZADOR Terry George

INTÉRPRETES Don Cheadle, Joaquin Phoenix, Sophie Okonedo, Nick Nolte, Antonio David Lyons.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Mudança de atitude...

Trabalho desenvolvido pelos alunos do 12º A no âmbito da disciplina de Área Projecto! Muito Bom! Vale a pena assistir.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Encontros com arte..

...de regresso com as artes às 5ªs FEIRAS... Dia 15de Maio, pelas 12 horas, Junto ao Pátio das Laranjeiras
ACTUAÇÃO DO GRUPOs de dança tradicional Dança Mapiko e Zore

Curiosidades:
Sabiam que.....
A dança MAPIKO é uma dança secreta originária da província de Cabo Delgado. Esta dança era executada nos limites da aldeia, junto à floresta. Hoje em dia é considerada como acto de manifestação de alegria do povo.
A dança é executada com uma máscara de madeira.


A dança Zore é originária da região de Zavala, em Inhambane. Esta dança era feita devido ás guerras constantes que os chopes (tribo do sul de moçambique) travavam contra os Ngunis(tribo sul africana).Celebrava os guerreiros após o seu regresso onde saíam vitoriosos.

terça-feira, 13 de maio de 2008

XI Jornadas de Formação

Dando sequência à tradição instituída desde Março de 2003, nos dias 3 de Maio e 10 de Maio, o Centro de Formação e Difusão da Língua Portuguesa, organizou as XI Jornadas de Formação para docentes e técnicos do sistema educativo moçambicano, onde foram contempladas áreas científicas e técnicas com o necessário enquadramento pedagógico, ao sistema de ensino moçambicano: Português e Matemática nos diversos ciclos de ensino, Gestão e Contabilidade, Educação Física e Desporto Escolar, Informática, Educação Pré-Escolar, Educação Visual, Psicologia e Literatura.Foi com muito prazer e grande entusiasmo que o Centro de Formação e de Difusão da Língua Portuguesa, preparou a realização destas jornadas, que contaram com a presença de quinhentos agentes deste sistema, que trabalharam durante estes dois dias, sempre numa perspectiva de partilha de saberes, de técnicas, de experiências, de reflexões e até de dúvidas – porque é essa a génese do processo de formação contínua, procurando superar eventuais constrangimentos do quotidiano, e gerindo a construção intelectual de uma forma estimulante..A Escola Portuguesa de Moçambique tem investido dentro das suas possibilidades tanto em termos dos recursos financeiros, com em termos dos seus recursos humanos, na formação de professores e de técnicos do sistema educativo de Moçambique, porque acredita que os progressos sócio-económico e tecnológico só serão possíveis, se forem alicerçados na solidez da Educação, onde os professores desempenham um papel fundamental, dado que são eles os verdadeiros agentes da mudança..Aliás, este investimento surge no âmago da Cooperação Portuguesa, na área da Educação, dentro do espírito de estar a prestar um serviço público, ao país onde a EPM-CELP está implantada de acolhimento. De facto, ao longo das XI jornadas que a EPM-CELP já organizou, num total de duas mil horas de formação efectiva, já foram formados mais de dois mil e quinhentos professores e técnicos do sistema de ensino moçambicano. É a clareza destes números, que garantem à EPM-CELP estar no trilho certo, deste périplo científico e pedagógico, que persistirá em realizar, enquanto sentir que há uma demanda a satisfazer.

Pmate 2008 - Competições

Pmate 2008
Resultados obtidos pela Escola Portuguesa no concurso de 2008.
Equamat 9ºano
Vânia Marisa Nobre Ferreira e Cristiana Ribeiro Marques dias 10º Lugar em 834 equipas.

Mat 12 – 10ºano
Inayah Sultan e Giselle de Oliveira Bourguignon – 15 lugar em 345 equipas.

Bio 10 - 11
Mónica Isabel Tavares Amorim e Cristiano Serra 5º lugar em 156 equipas.

Parabéns a todos! Para o ano há mais. Aproveitem, estudar matemática vale a pena! Increve-te no Pmate e começa já a treinar, porque para o ano podes ser tu! Estás à espera de quê?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Filme desta semana - O Elo Perdido (Man to Man)


O Elo Perdido (Man to Man)
Elenco: Joseph Fiennes, Kristin Scott Thomas, Iain Glen, Hugh Bonneville, Cécile Bayiha, Flora Montgomery.
Direção: Regis Wargnier
Gênero: Drama


Sinopse: Na promissora Edinburgo de 1879, o jovem médico escocês Jamie Dodd (Joseph Fiennes, de Shakespeare Apaixonado) aventura-se pela inexplorada África Equatorial na companhia da aventureira Elena Van Den End (Kristin Scott Thomas, de O Paciente Inglês) para capturar pigmeus. De volta à cidade na companhia de Toko (Lomama Boseki) e Likola (Cécile Bayiha), o médico desentende-se com seus dois colegas de pesquisa, determinados a provar o elo perdido da espécie humana, quando defende que o casal de pigmeus demonstra inteligência e sentimentos humanos. Vítima da segregação dos amigos, do escárnio da comunidade científica e da crueldade humana, Jamie vê seus amigos pigmeus serem expostos no zoológico local e submetidos, como ele próprio, à mais injusta humilhação. A solidariedade que vai reuni-los será de laços muito fortes, os laços da própria humanidade. Uma aventura antropológica do cineasta francês Régis Wargnier em busca do O Elo Perdido dos valores mais nobres do ser humano.

Filme de abertura do Festival de Berlim em 2005

Curiosidades: » O director Régis Wargnier é um dos mais conceituados cineastas franceses, vencedor do Oscar de Filme em Língua Estrangeira com Indochina (1992).
» Os zoológicos humanos mencionados no filme são factos reais que proliferaram na Europa no século 19, pesquisados pelo director.
» As seqüências da expedição de caça aos pigmeus foram gravadas nas florestas ainda preservadas da África do Sul, o que garante a exuberância visual da produção.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

CineÁfrica - EPM-CELP


Um Ciclo de Cinema sobre África, porque Cinema também é Cultura!


Até ao final do Ano Lectivo

Todas as 5ªs Feiras de Manha e 6ªs Feiras à Tarde na Biblioteca José Craveirinha.

O ciclo inicia-se com o filme Nha Fala, o filme do realizador guineense Flora Gomes.

Nha Fala que significa "Minha voz", "Meu destino", "Minha vida", "Meu caminho" é a quarta longa metragem deste realizador depois de "Mortu Nega", "Os Olhos Azuis de Yonta" e, "Po di Sangui".
Este filme é uma comédia musical cheia de alegria, humor e optimismo, onde a heroína Vita é interpretada por Fatou N’Daye. A banda sonora é do lendário Manu Dibango.
Nha Fala conta a história de uma rapariga proibida de cantar pelos pais, consequência de uma maldição ancestral que condena á morte toda a mulher da família que ouse quebrar esse tabu. Ao optar por estudar em França, Vita resolve cantar e gravar um CD, cujo sucesso é imediato. Com medo que a sua mãe descubra que quebrou a promessa, decide voltar e encenar a sua própria morte para melhor ressuscitar .
É uma história contemporânea que pretende construir uma ponte entre Europa e África, e representa uma nova geração que respeita as tradições mas que quer viver no seu tempo.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Visita de Estudo à RECICLA

No passado dia 18 de Abril, as alunas Mónica Francisco e Raquel Soares do 12ºano e a turma do 8ºB realizaram, em conjunto, uma visita de estudo ao centro de reciclagem RECICLA.


Essa visita foi organizada pelas alunas do 12º ano, no âmbito da disciplina de Área Projecto, para os alunos do 8º ano turma B. A escolha desde centro para a realização da visita deveu-se essencialmente à relação directa entre a natureza do projecto do centro e o projecto desenvolvido pelas alunas, “Reciclagem do Plástico”, que por sua vez se insere no programa da disciplina de Ciências Naturais, “Desenvolvimento Sustentável”. A visita foi coordenada pelas professoras Ana Besteiro, professora e directora de turma do 8ºB, e Ana Catarina Carvalho, professora de Área Projecto do 12ºA, e contou com o total apoio da RECICLA e do seu gestor, o Sr. Tomás.


A RECICLA – Centro de Valorização do Lixo Plástico de Maputo – situa-se a cerca de 15 minutos do centro da cidade de Maputo, no bairro de Hulene B, junto à lixeira municipal. Este centro surgiu devido à ausência de uma entidade específica no país para a recolha e reciclagem do lixo plástico e partiu de uma iniciativa conjunta entre o Município de Maputo, a Caritas Moçambicana e Italiana, a L.V.I.A. (Associação Internacional de Voluntários Leigos), a GTZ, a AGRESU, a Regione Veneto e a República Federal da Alemanha (através do Ministério para a Cooperação Económica). Os principais objectivos deste projecto, sem fins lucrativos, são a resolução do problema ambiental existente no país, principalmente na cidade de Maputo e a reinserção social dos catadores provenientes da lixeira, através da oferta de trabalho remunerado. Num futuro próximo o centro pretende ainda criar de pontos de recolha por toda a cidade e implementar medidas de educação ambiental para a população.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

25 de Abril de 1974


O 25 de Abril

Foi há 34 anos que às 00.30h do dia 25 de Abril, se ouviu, na Rádio Renascença, a canção de Zeca Afonso, “Grândola, Vila Morena”. Era a senha para o início da revolução. Era o desmoronar do “Estado Novo” imaginado por Salazar.
Era o fim da ditadura e o advento da liberdade e da democracia para Portugal e para os portugueses.

Foi esta força viril
de antes de quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
Fez Portugal renascer
E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.

José Carlos Ary dos Santos.




Antecedentes

Em 1974 o regime político português encontrava-se ao nível político e social praticamente esgotado. Os ventos da mudança tinham chegado a Portugal. Salazar morrera há já cinco anos.
Os portugueses, aproveitando uma era de expansão económica – que viria a acabar com a subida do preço do petróleo em 1973 – tinham melhorado muito o seu nível de vida. O número de televisores e automóveis subira consideravelmentee. Entretanto, a Guerra Colonial continuava há já 13 anos, sem solução à vista e fazendo Portugal quase figura de D. Quixote, pois todas as antigas potências coloniais já haviam promovido a independência das suas colónias. Embora o número de mortos e feridos nessa guerras não fosse muito elevado, a ida para o exército não deixava de ser um risco. Os custos em vidas e em recursos materiais tinham conduzido a sociedade portuguesa a um profundo estado de esgotamento.
A situação nos campos também se havia modificado, com a partida de milhares de homens “a salto”
(isto é, emigrando ilegalmente) para França, Luxemburgo e Alemanha, o que tornou os trabalhadores menos dependentes dos antigos patrões e mais conhecedores da realidade europeia. Finalmente, o chefe de Estado, o professor Marcello Caetano, era muito mais professor do que político, e não era certamente um condutor de homens. “Pensei muito e não encontrei outra solução”, disse uma vez referindo-se à Guerra Colonial. O governo de Marcello Caetano ia, dia a dia, perdendo prestígio. O isolamento internacional era total.
Arrastando-se a guerra em África, como se disse, há já 13 anos e faltando candidatos às carreiras militares, o governo decidiu ir buscar os antigos oficiais milicianos que tivessem cumprido uma comissão de serviço no Ultramar e que após um curso acelerado eram promovidos a capitães. Era a política do exército barato. A medida foi muito mal recebida pelos militares de carreira. As reuniões multiplicavam-se. Nestas reuniões começaram a abordar o problema da Guerra Colonial e a queda do regime. Este movimento militar, o Movimento das Forças Armadas – MFA, era composto quase exclusivamente por capitães e escolheu para a sua cúpula as mais altas chefias militares, o Chefe e o Vice-Chefe do Estado Maior do Exército, generais Costa Gomes e António de Spínola . Em Fevereiro de 1974, António de Spínola, general prestigiado nas forças armadas, provoca um terramoto político ao propor no seu livro “Portugal e o Futuro” uma evolução das colónias portuguesas para uma comunidade de Estados.
Este livro provoca a demissão de Spínola a 14 de Março e a 16 acontece a revolta das Caldas da Raínha, mas o movimento, mal estruturado e sem apoios fracassou.
A 25 de Abril nova revolução, desta vez mais estruturada.




A Revolução

Na noite de 24 para 25 de Abril, duas estações de rádio lançam para o ar duas canções que irão adquirir um simbolismo particular: “E Depois do Adeus”, interpretada por Paulo de Carvalho, que soa como uma despedida do governo marcelista, e “Grândola, Vila Morena”, interpretada por José Afonso, com um conteúdo opositor ao regime.
Estas canções desencadearam as operações militares coordenadas pelo major Otelo Saraiva de Carvalho.
Todos os pontos estratégicos do país foram ocupados.
Sem disparar um único tiro cobrem praticamente todo o país. Marcello Caetano, refugiado no quartel do Carmo, acaba por se render ao general António de Spínola.
Só um incidente irá manchar os acontecimento: agentes da polícia política PIDE/DGS, barricados na sua sede, abrem fogo sobre manifestantes causando alguns mortos e feridos.



O regime caiu por não ter já quem o defenda e queira dar a vida por ele.
Algumas horas após a transmissão de poderes de Marcello Caetano para as mãos de Spínola, constituiu-se um órgão de governo provisório, com representação de todos os ramos das Forças Armadas, a Junta de Salvação Nacional. A 26 de Abril, os presos políticos são libertados, os refugiados políticos regressam do estrangeiro e os agentes da polícia política são presos.
Nos meses que se irão seguir o país assiste a uma movimentação febril sem precedentes: constituem-se partidos políticos, surgem organizações sindicais, floresce uma variadíssima imprensa livre, estabelecem-se relações diplomáticas com quase todos os países do globo e procede-se à descolonização por via negocial.
Portugal retoma o seu lugar na comunidade das nações.
A “Revolução dos Cravos”, onde as flores substituíram as balas, lançou a liberdade sobre Portugal e estendeu-as às colónias, que se tornaram independentes.

Área Disciplinar de História

terça-feira, 22 de abril de 2008

XI Jornadas de Formação

Nos próximos dias 03 e 10 de Maio (dois Sábados), entre as 08.00 e as 16h30m, a Escola Portuguesa de Moçambique - Centro de Ensino e Língua Portuguesa, abrirá a suas portas, ao realizar as XI JORNADAS DE FORMAÇÃO, para docentes e técnicos do Sistema de Ensino Moçambicano, em regime de gratuitidade.

Os módulos a ministrar (num total de 15 horas) são os seguintes:


À semelhança das dez Jornadas anteriores, as inscrições decorrem nos Serviços Administrativos da EPM-CELP durante o horário de expediente: 7.15h - 12.30h (manhã) e 14.00h - 15.30h (tarde).
O período aberto para as inscrições será de 15 a 25 de Abril de 2008. No dia 25 de Abril a escola estará fechada, pelo que as inscrições terminarão no dia 28 de Abril.

A ficha de inscrição poderá ser descarregada AQUI e deverá ser entregue preenchida na secretaria.

Participem!

sábado, 19 de abril de 2008

22 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DA TERRA

DIA MUNDIAL DA TERRA

Dia da Terra foi criado a 22 de Abril de 1970, quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson, realizou o primeiro protesto (reclamação, queixa) nacional contra a poluição. Anos depois, em 1990, vários países adoptaram a data como Dia Mundial da Terra.
Desde a sua criação, o dia 22 de Abril tem servido como dia de reflexão e de discussão. Todos nós sabemos que a Terra tem enfrentado enormes problemas que vão desde a escassez da água, destruição de florestas, degradação dos solos, entre outros males que destroem o nosso planeta e põem em risco a vida de todos os seres vivos.
Para mantermos o equilíbrio da Terra é preciso ganharmos consciência (termos conhecimento) destes problemas. Não devemos acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, uma vez que não há maneira de repô-los (tornar a pô-los). Temos o dever e a obrigação de cuidar, preservar e respeitar o nosso querido planeta e tudo o que de bom ele nos oferece.
Lembra-te que a Terra dar-te-á, de volta, tudo aquilo que lhe deres.
Por isso AMA-A!
O nosso planeta também tem uma espécie de Declaração Universal de Direitos. Quando a ONU foi criada, em 1945, as grandes atenções direccionavam-se para a paz, os direitos humanos e o desenvolvimento equitativo (justo, em que há igualdade). Os temas relacionados com o ambiente ainda não constituíam uma preocupação comum, da mesma maneira que era dada pouca importância ao bem-estar ecológico. Só a partir de 1972 é que a segurança ecológica passou ser a quarta preocupação principal das Nações Unidas. Por volta do ano de 2002, a ONU aprovou a "Carta da Terra", baseada em princípios e valores fundamentais, que orientam os povos no que se refere a um desenvolvimento equilibrado e justo. A Carta da Terra é, por assim dizer, um código ético planetário.

A Terra merece ser salva!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Masterclass


Concertos:

Dia 17 às 19:45 na sala de jantar do Hotel Rovuma-Quarteto de cordas constituido pelos professores da Masterclass.

Dia 18 às 19:00 no CFM, Concerto de encerramento da Masterclass de alunos e professores,(entrada gratuita a crianças, 100 meticais para os adultos).

terça-feira, 15 de abril de 2008

Semana das Ciências na EPM

Nos dias 9,10 e 11 de Abril, dinamizada pelas áreas disciplinares de Ciências Naturais e Físico-química, decorreu a Semana das Ciências, com um conjunto de actividades, de modo a permitir aos alunos, desde a mais tenra idade, a estar em pé de igualdade com o mundo que os rodeia e abrir-se sem dificuldade aos problemas colocados pelo desenvolvimento sempre mais rápido das ciências e das técnicas,permitindo assim à Escola um melhor cumprimento da sua função.

O Grupo de Ciências Naturais

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Canguru Matemático 2008 - Uma prova sem fronteiras


O que é o Canguru Matemático?


É um concurso (de matemática) que tem lugar no mesmo dia em todos os paises participantes. Pretende-se, assim, estimular e motivar o maior número possível de alunos para a matemática sendo um complemento às outras actividades, competições, olimpíadas, etc ...

O Concurso "Canguru Matemático" contribui para a popularização e promoção da matemática nos jovens. O concurso pretende atrair o máximo número de alunos sem pretender selecionar os alunos a nível nacional nem comparar os resultados com os diversos países. O Concurso é para TODOS os alunos e não é apenas para os que tiverem melhores notas. Não existe uma selecção prévia.


Objectivos:
Estimular o gosto e o estudo pela Matemática.
Atrair os alunos que têm "medo" da disciplina de Matemática, permitindo que estes descubram o lado lúdico da disciplina.
Tentar que os alunos se divirtam a resolver questões matemáticas.
Conseguir que cada aluno, através da Matemática, se sinta bem consigo mesmo e com os demais colegas.
Aumentar todos os anos o número de participantes no concurso a nível nacional e tentar atingir as cotas de participação de outros países europeus.


Participantes:

Este ano participaram cerca de 150 alunos de todos os anos lectivos.

Agradecimentos:

A todos os professores que participaram na realização da prova, em particular aos que não pertencem à Área Disciplinar de Matemática. Foram eles:

Professora: Michele Neves - Ciências Naturais;

Professor: Rodrigo Borges - História;

Professor: António Moura - Geografia/Economia;

Professora: Margarida Cruz - Português:

Professor: Arsénio Sitoe

A todos, o nosso obrigado.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Concurso de Fotografia


Tira uma foto que reflicta este grave problema ambiental, a erosão. Sê livre, sê artístico,expressa-te... Escolhe uma mensagem e transmite-a na imagem!
Envi-as para fotoserosao@hotmail.com, com o teu nome, ano e turma, e assim sujeitas-te a prémios...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

"Que viva o 7 de Abril!"


Na próxima segunda-feira, dia 7 de Abril de 2008, Moçambique recorda, mais uma vez, o dia da morte da Josina Machel, combatente de luta de libertação nacional ocorrida em 1971. O país fá-lo com dor e lágrimas nos olhos e fá-lo igualmente com júbilo e sorriso nos lábios. Lágrimas e dor pela perda física de uma das suas filhas mais queridas. Júbilo e sorriso por acreditar que esta morte, resultante da luta abnegada pela libertação da mulher e da terra e dos homens em geral, continua a constituir fonte de inspiração da vida da mulher moçambicana. Foi esta convicção que fez com que o Povo Moçambicano transformasse esta data no dia da Mulher Moçambicana.
Ciente de que a sua luta é parte integrante da luta da Mulher do Mundo inteiro, a Mulher Moçambicana busca solidariedade na mulher portuguesa, na mulher são-tomense, na mulher brasileira, na mulher búlgara, na mulher mexicana, na mulher muçulmana, na mulher cristã, na mulher animista, enfim, na Mulher e apenas na Mulher.
Esta visão da Mulher Moçambicana faz com que a Área Disciplinar de História acredite que tu, mulher em serviço na Escola Portuguesa de Moçambique - EPM-CELP, também estás integrada nesta luta que a mulher moçambicana trava pela sua emancipação e pela emancipação da Mulher do Mundo inteiro.
No dia-a-dia vemos-te na direcção da Escola, a diferentes níveis, planificando a vida da instituição e procurando as metodologias mais correctas para levares este barco de solidariedade para com os povos, que é esta Escola Portuguesa, a bom porto.
Na sala de aula encontramos-te “moldando”, paciente e decididamente, o Homem do amanhã, qual artista, qual artesã.
Quando te procuram no posto Médico, aí te encontram e com a tua prescrição e a tua palavra amiga aumentas em todos nós a esperança de uma saúde secular.
Na Secretaria, na Reprografia, na Papelaria, no Centro de Recursos e na Biblioteca também te encontramos, sempre e sempre sorridente e disposta a satisfazer os pedidos de todos quantos solicitam os serviços destes locais de trabalho.
Finalmente, encontramos-te nos corredores, na cantina e em cada pedaço desta Escola, estendendo a tua mão amiga para cada criança que tropeça, apaziguando as crianças que brigam, típico desta idade, cuidando do alimento dos mais pequenos, levando ao caixote de lixo os papéis perdidos, recusando que a poeira se apodere de cada espaço e móvel desta casa, enfim, tornando a Escola num espaço agradável e, por isso, atractivo.

Por tudo isso, queremos dizer: Mulher em serviço na EPM-CELP: continua neste ritmo, pois estás no caminho certo. Sentimo-nos orgulhosos de ti!

Por tudo isso, queremos dizer:

Bem haja o 7 de Abril!
Bem haja a Mulher em Serviço na EPM-CELP!
Bem haja a Mulher Moçambicana!
Bem haja a Mulher de todo o Mundo!


A Área Disciplinar de História